Sobre o reducionismo e a leviandade nas redes sociais.

Eu tenho amigos das mais variadas vertentes políticas nas redes sociais, justamente porque o meu relacionamento com nenhum deles surgiu em função de política. E, sim, me orgulho disso. Mas confesso que fico particularmente preocupada quando vejo algumas manifestações de opiniões nas redes sociais — seja da ideologia que for. Me preocupa a forma reducionista e leviana como as pessoas colocam e sustentam os seus pontos de vista. Para isso, muitas vezes, massageando dados numéricos em benefício do seu candidato ou ideologia, compartilhando informações falsas e promovendo dessa forma (torta) suas verdades absolutas.

Gente, eu não tenho certeza nem sobre a minha janta. Como vou levantar bandeiras e publicar certezas sobre o que é melhor para uma nação? E, sim, eu tenho a minha opinião e não me oponho a compartilhá-la com alguém que de fato queira ouvi-la. Mas, ao dialogar sobre política, eu me policio o tempo inteiro para não entrar numa ceara do certo e errado, me dou a liberdade de não ter certeza e de dizer que “não sei”. Isso porque eu não tenho a presunção de deter a resposta certa para a solução de todos os problemas, mas, sim e apenas, de poder atribuir algum sentido a minha posição.

Uma expressão para chamar de minha.

Eu tenho muitas dúvidas. E, como já comentei, às vezes no campo individual não consigo enxergar claramente as decisões que serão melhor para mim, imagina então no coletivo. Eu nunca quero ser aquela pessoa individualista que diz “a culpa não é minha” sobre algo que foi decidido coletivamente, como é o caso do processo eleitoral.

Me parece que, se as pessoas tivessem noção da sua pequenez comparada a uma nação inteira, conseguiríamos dialogar de forma mais saudável. Aqui vale o clichê: ninguém é dono da verdade. Por isso, eu prefiro tratar com respeito o botão “publicar” de qualquer rede social. Nossa comunicação causa efeito, influencia e tem poder, portanto, precisamos usá-la com sabedoria e consideração ao outro que irá recebê-la.

É isso. Você pode (e deve) duvidar de tudo que eu escrevi aqui. Eu também sou muito mais perguntas que respostas — sequer divulguei esse blog ainda por não ter certeza dele. Sou uma ótima ouvinte de histórias, mas pode ter certeza que vou te entupir de perguntas no final (às vezes no meio, desculpa, a curiosidade é forte) de cada uma delas. O ciclo que me move é: duvidar, perguntar e aprender. ❤