Super sensata, Taís!
Fiquei mega incomodada com esses posts, principalmente porque parece que parte da ideia de que a pessoa que lida com problemas de saúde mental sempre se relaciona com alguém que está bem — pelo menos no meu círculo social, geralmente todo mundo é ansioso ou deprimido e tá dando o seu melhor, que, óbvio, nem sempre é suficiente.
Essa posição de superioridade moral é complicada, e não vejo as discussões rasas que temos no Facebook ou Twitter como soluções principalmente porque perpassam noções pouco realistas ou simplistas. “O que não dizer para uma pessoa deprimida” é algo que sempre me deixa com a pulga atrás da orelha mesmo tendo depressão, por exemplo. Sei o que não fazer, principalmente porque não gosto quando fazem comigo, mas também não sei o que se deve dizer além de “estou aqui pra você”, como geralmente essas listas e textos colocam. Sei lá, para mim nunca foi suficiente. A sensação de solidão é muito forte.
Enfim, vamos construindo né, e acho que textos como o seu são pontos de partida pra se pensar essas questões sob um viés menos capitalista, mais humano e com menos cobranças.
