Um cansaço crônico me embala para cama: como posso descrevê-lo? Uma sinusite, a sensação abrasiva no peito, a nuca engatada, causado por preocupação. A dor nos braços e nos pulsos que arde quando visto uma pulseira. Os ombros, arrependidos e tensos. Eu tenho estado cansada demais para ser paciente e, também, para não ser.

Meu instinto de luta me preserva; arrebatar o esforço de gritar, ainda, de brigar, de sofrer e, em seguida, desistir, combalida entregar-me. Ter minhas necessidades básicas, uma a uma, supridas, esquadrinhando minhas vontades. Quero tanto ser feliz. Quero tanto me sentir feliz com o que tenho e alcançar o quê? Um objetivo cego, inócuo. Então, eu os mantenho. Pequenos maus hábitos para garantir-me feliz. Pequenos pecados, pequenas mortes aqui e ali. Pequenas, minúsculas felicidades. Como uma oração antes de dormir.

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