Tá cada dia mais difícil. Eu consigo sentir você se esvaindo dos meus dedos como a areia de uma ampulheta cai, mostrando que até o tempo tem um fim. Eu ainda consigo sentir o seu toque em mim -que era quente, firme, aconchegante- mas, dessa vez, distante, solto e frio. Eu ainda sei que não acabou mas quero acreditar que esse foi o fim. O fim de algo que nunca teve início, ainda não acabou. Algo que sempre existiu e nunca começou.
Tenho percebido inúmeras recaídas, caídas e idas que tenho feito.
Todas em você.
Sempre me perco em você pra me achar e vou embora sem ter encontrado nenhum de nós dois. Acontece que vivemos separados, amor, distantes. Não, a distância física é mero detalhe. Você tá tão distante da minha alma. E eu? Ah, meu bem, eu quero um amor pra tocar tão fundo em mim que conheça minha alma tão bem como conhece as curvas do meu quadril.
Olha, preciso te dizer: Eu te amo, te amo como a minha própria vida. Só não gosto mais de você.