Sabe a pessoa que espalha boatos na internet sem querer? Não seja essa pessoa.

Toda a semana tem um boato novo sendo viralizado no Facebook. Seja uma cartilha sobre sexo sendo distribuída pelo governo, seja uma lei nova tirando algum direito fundamental, estou sempre vendo no meu feed notícias compartilhadas de portais estranhos ou praticamente desconhecidos, geralmente com alta dose de indignação. E não pense que são pessoas de pouca instrução ou ignorantes. Já vi professor doutor que dá aula em universidade pública compartilhando boatos absurdos.

Não seja mais um inocente útil. Não divulgue essas coisas sem se informar BEM antes. Você pode estar se perguntando o que sites e blogs ganham em divulgar notícias falsas. Simples: aumentar o número de visitas únicas e melhorar sua posição nas pesquisas do Google, além de gerar renda com cliques nas propagandas exibidas no site.

O mal que você faz ao espalhar essas mentiras pode ser imenso. Hoje, por exemplo, vi quatro pessoas compartilhando, de fontes diferentes, a notícia de que havia sido aprovada uma lei que proíbe a amamentação em público, com multas pesadas para quem descumprisse. Claro, todo mundo super indignado. Mas, pensem: se isso realmente viralizar, vai ter pessoas acreditando e com medo de terem que pagar essas multas. Ou seja, vamos ter mulheres evitando amamentar em público!

E é simples, muito simples verificar a autenticidade dessas informações. Você pode consultar o e-farsas. Você pode ler com atenção o texto — boatos geralmente tem informações vagas, são mal escritos e citam especialistas que não existem. Se o texto fala sobre uma lei, é só procurar no Diário Oficial. Vá em lugares confiáveis procurar notícias sobre o boato. Internet é um campo de pesquisas onde se acha tudo e uma lei polêmica recém-promulgada com certeza vai gerar notícias em jornais, blogs e portais sérios.

Faça valer o seu tempo e pense antes de compartilhar.