Afinando

Existem pessoas, e existe alguma coisa meio inexplicável que junta elas. Vou chamar de sintonia. Existem pessoas, e existe uma sintonia entre elas. Uma frequência mesmo. E essa frequência pode ser intensificada, diminuída ou permanecer constante. Tem também a nossa própria frequência, que muda com o tempo.

Quando conhecemos alguém, talvez ainda não percebamos logo de cara qual a nossa sintonia com a pessoa. Mas às vezes sim. Se a sintonia for fina, mesmo que com frequências diferentes, temos a possibilidade de surgir daí uma relação incrível. Só que vai depender um pouco do acaso e um pouco da gente.

Se fizermos por onde, aquela pontinha de sintonia vai se tornando cada vez mais fina e as pessoas vão se aproximando, se apoiando, se amando. Como falei, depende também do acaso, que pode cortar a sintonia por alguma razão. E quando isso acontece, a gente tem que guardar todas aquelas notas e ondas trocadas com muito carinho. E buscar novas frequências pra se ajustar.

É claro que tem aquelas pessoas com as quais a frequência é quase inversa e aquelas que só nos fazem mal. Dessas, a gente busca distância e, sempre que possível, algum aprendizado.

Importa também a gente saber em quais frequências a gente opera e quem procurar quando nossa frequência desafina. E assim a gente vai percebendo e afinando as sintonias por aí.