I’d like to ask you for sorry, but I just can say “Thank you”
Você era tudo pra mim. Eu te apresentei o meu mundo inteiro de uma vez só. Eu corri para os seus braços quando eu estava desamparada. Sempre corri.
Você me dizia fazer o mesmo, mas sabemos bem que eu não era a primeira pessoa com quem você queria estar conversando, pra quem você queria contar os seus medos e seus problemas. Na verdade, você só me falava qualquer coisa quando eu pedia pra você falar.
Eu não te odeio por isso.
Eu me senti muito triste e idiota, por te amar completamente e não ser recíproco. Mas aos poucos eu aceitei. Primeiro eu me forcei a acreditar que era só o seu jeito. Depois eu percebi que a outra pessoa recebia toda a reciprocidade que eu queria.
Acima de tudo, eu sempre te admirei.
Eu queria você. Desde que nos conhecemos, você tem sido um impossível que eu queria alcançar. Eu procurava os assuntos mais aleatórios pra tentar me aproximar. Eu te buscava desesperadamente porque eu só queria que você me amasse de volta, da forma que eu amava.
Mas eu não era pra você o que você era pra mim.
Eu sabia que havia outras pessoas. Eu sabia que não era única pra você. Eu sabia que você tinha seus olhos livres para olhar os horizontes do mundo. Mas não havia outras pessoas pra mim. Só havia você. Eu queria que você olhasse pra mim como eu olhava pra você.
Eu apresentei vocês dois. Eu sabia o que ia acabar acontecendo.
Vocês se aproximaram. E quanto mais se descobriam, mais eu me perdia. Mais eu perdia você. Eu briguei com você por isso. Eu não suportava a ideia de te perder pra outra pessoa. Ninguém no mundo me conhecia como você. Será que você não notou que eu sentia o desejo desesperado de ser única pra você?
Mas você achou que eu era forte e que eu podia lidar.
Eu não podia.
As coisas acabaram, mas eu ainda me agarrava a você. Os acontecimentos eram loucos, me machucavam, me matavam por dentro. Mas eu não conseguia te culpar por nada. Você continuou sendo o meu inalcançável.
Eu queria que você fosse feliz. Mas queria que você fosse feliz comigo.
Não com a outra pessoa, ou com qualquer outra. Eu queria você pra mim. Queria que você entendesse o meu egoísmo e me dissesse que eu era mais importante pra você do que qualquer outra coisa. Queria que você atendesse o meu pedido desesperado e queria que nada nunca acontecesse. Eu não tenho a capacidade de aguentar, e eu queria que você estivesse do meu lado, me segurando, me dizendo que eu era tão importante pra você quanto você é pra mim.
Mas eu não posso impedir a sua felicidade em nome da minha.
Não há nada no mundo mais difícil do que te deixar ir. Eu sei o que vai acontecer. Sei que o que você sempre me disse que jamais existiria vai acontecer. Isso racha o meu coração. Eu não tenho a capacidade de ficar assistindo.
Eu queria te pedir desculpas pelo meu egoísmo, mas só posso te agradecer por ter estado comigo.
Só posso te agradecer por ter deixado eu te amar com todas as minhas forças, e acima de qualquer um. Só posso te agradecer por ter sido a única pessoa realmente capaz de secar minhas lágrimas, de me entender, de me dizer o mais confortante “está tudo bem”.
Era o único “está tudo bem” que me confortava.
Os outros nem mesmo me convenciam. A sua palavra era lei pra mim. Era a você que eu queria seguir, que eu seguiria às cegas, independente do que fosse. Eu queria continuar insistindo no meu pedido desesperado. Eu não posso aguentar que algo aconteça.
Pra ficar com você eu teria que impedir a sua felicidade.
Eu não posso.
Você é tudo para mim. Vai continuar sendo uma estrela no meu céu, o meu inalcançável, o abraço que me conforta, a pessoa em quem eu mais confio, a única pessoa que pode me confortar.
Mas eu sou egoísta.
Eu preciso cuidar de mim, mas não aguento ver você se confortar. Eu preciso estar longe pra que você possa ser feliz.
I could be writing this for the lover that just leaves me, But I’m writing to the friend I might have to leave now.