Muros de gelo

Há uma parede de gelo

Muros enormes e espessos

Mas eu posso ver algo através deles

São imagens difusas e confusas

Eu não as entendo, mas um dia

Eu vou entender


Eu também me escondo

Atrás das mesmas paredes geladas

E quando o sol incide sobre elas

Reflexos brilhantes confundem

Quem tenta olhar através

E cegam quem acha que vê algo


Não sabemos o que há por trás de nossas paredes geladas

Nos escondemos

Como nos escondemos por baixo de máscaras, por baixo de óculos

Só temos vislumbres

Vivemos de silhuetas nas sombras

Nas noites embriagadas


Mas na verdade

Do fundo dos olhos gelados ainda temos uma faísca de luz

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Ana Gabi Cordeiro’s story.