É fazendo que se cria: como nasceu o Honeycomb, a metodologia de gestão da abeLLha

É fazendo que se cria — e não na teoria.

Dificilmente você vai acertar na primeira tentativa. Você só vai entrar em contato consigo mesmo se sair da inércia que não te deixa agir. É, também, fazendo que você percebe novas oportunidades e recalcula seu caminho.

Foi exatamente assim que nasceu o Honeycomb, a metodologia estratégica e operacional da abeLLha.

Em janeiro deste ano a gente tinha colocado a abeLLha de pé: casa pronta e mobiliada, pacotes de cursos e mentorias criados, um entendimento mais claro de como monetizar, o primeiro grupo de incubação rodando e empresas operando dentro da casa. Fizemos isso de forma colaborativa com um time incrível de 7 pessoas que queriam, acima de tudo, ver a abeLLha atuando no mundo.

E foi aí que nos perguntamos: tá, mas e agora? O que é a abeLLha pra cada um? No que precisamos focar nos próximos 3 meses pra gente chegar mais perto do sonho de gerar real impacto e mudança na sociedade, por meio dos projetos que ajudamos e incubamos? Qual o papel de cada um em tudo isso? Quanto cada um se sente preparado e motivado para dar conta das necessidades operacionais e estratégicas da abeLLha?

Partimos pro excel…

Começamos a listar o que queríamos atingir ao longo dos 3 meses que viriam. Entrava de tudo: desde atingir o break even até abril (se pagar), até coisas como desenvolver metodologia de incubação ou deixar mais explícito nosso valores.

A partir disso começamos a listar responsabilidades e papéis que deveriam existir para que pudéssemos atingir as metas definidas. Quem cuida das contas da casa, por exemplo, chamamos de “Pagador de Din Din” e essa pessoa tem como responsabilidades criar relatórios na nossa planilha financeira e, claro, "assinar os cheques". :)

Durante esse processo ninguém mencionava quem iria executar ou quais seriam seu cargos. A gente tava preocupado em listar tudo o que era essencial pra abeLLha evoluir e não com que título cada um deveria ter, afinal, o mais importante era ter agilidade pra adaptar e clareza pra executar — o que quer que fosse.

Foi só depois que começamos a escolher que responsabilidades cada um queria peitar, o quanto éramos hábeis para tais responsas e o quanto nos sentíamos motivados para sermos responsáveis por cada tarefa. Ninguém selecionava o outro pra nada, cada um escolhia o que queria.

Pensa comigo: se eu sou muito capaz para executar a tarefa “X” mas me sinto pouco motivado. Pode ser que exista, na minha equipe, alguém menos hábil do que eu, mas que tenha muito mais vontade de fazer a mesma tarefa. Essa pessoa com certeza estará muito mais engajada, irá correr atrás de aprendizado e, portanto, faz mais sentido passar pra ela essa responsa.

Quando duas pessoas queriam a responsabilidade pela mesma coisa elas mesmas decidiam entre si quem ficava com o que.

Simples e transparente.

E aí aconteceu algo lindo…

Utilizando essa metodologia, que mescla OKRs (sistema de objetivos e metas popularizado pela Intel e utilizado em empresas como Google, Linkedin e Twitter), Holacracia (sistema de gestão horizontal) e o que fazia sentido pra gente, validamos mais uma vez que quando existe (1) clareza e conexão no propósito da empresa com propósito de cada pessoa do time; (2) transparência e contexto sobre onde precisamos chegar, assim como o que deve ser feito; e (3) autonomia para que as pessoas possam escolher o que e como querem fazer — sendo transparentes sobre o quanto isso as motiva — entramos em um ciclo virtuoso onde todos têm pertencimento pleno e tudo está às claras. Não precisa de chefe, não precisa de babá, não precisa de controle.

O Honeycomb é isso: uma metodologia que permite que projetos ou empresas possam operar de forma transparente, horizontal e colaborativa gerando uma forte conexão entre propósito, contexto e autonomia com todos os envolvidos.

E a gente começou a falar sobre isso…

Quanto mais a gente dividia nosso sistema com pessoas de diferentes indústrias (em cursos, conversas, reuniões) mais a gente via que os outros tinham desafios similares de gestão e que o mesmo modelo era escalável e aplicável a todas elas.

E aí veio o click: por que não damos um nome pra esse negócio e criamos um braço na abeLLha voltado a ajudar outras empresas que queiram operar dessa maneira?

Escolhemos o nome, ajustamos os templates e em menos de um mês o Honeycomb já poliniza duas empresas de São Paulo e uma de Nova York.

(O template tá aqui pra quem quiser dar uma olhada)

*** EDIT: hoje já lançamos a nossa plataforma online, que pode ser acessada em www.honeycomb.do

O Honeycomb maximiza o potencial da abeLLha.

Não só é bacana ver o nosso modelo relevante para outros, como isso também abriu uma nova linha de negócio: a possibilidade de gerar mais horizontalidade, colaboração e transparência dentro de grandes empresas que desejam operar dentro da nova economia — que tem como foco central maximizar o potencial humano, conectando propósitos, gerando contexto e transparência e deixando cada um decidir qual caminho quer tomar dentro do que a empresa precisa e do que cada um busca.

Foi botando a mão na massa pra solucionar um problema nosso que acabamos criando algo novo e relevante pra mais gente.

Como diz meu amigo Rod: Di cosa nasce cosa!

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