A dificuldade de dormir. A cabeça com mil pensamentos correndo a solta, sem nenhuma organização. Um copo de suco. Um cigarro pela metade. Um olhar cansado e um corpo imóvel. A falta de algo, talvez. Nem que seja a falta de mim mesma. Acho que essa é a mais presente. Sinto falta de mim. Será que gosto de quem me tornei realmente? O medo de me transformar em tudo aquilo que sempre repudiei. Medo de me perder em meio a tantas e tantas superficialidades que me rodeiam o tempo todo e que me tocam e sussurram pra mim, mesmo sem a minha vontade. Mesmo que eu tape os ouvidos e cale a minha boca. Essas coisas que insistem em passar na frente dos meus olhos e insistem em me fazer acreditar que são necessárias. Não quero me tornar apenas mais uma conformada, entregue aos falsos prazeres mundanos. Quero ser mais. Quero fazer a diferença. Quero ser o amor que falta no mundo. Quero ser o ponto de luz. Independente de alcançar longas distancias ou não, sei que o pouco que faço por quem me cerca, tem a capacidade de se propagar grandiosamente, mesmo que eu não veja. Acreditar na minha luz e na força que ela tem, no momento, é a coisa mais importante. Não me perder.