finais


talvez a gente tenha se perdido nesse caminho meio tortuoso que a vida fez questão de nos colocar por acreditar que seríamos capazes de conseguir encontrar um atalho que nos levaria ao paraíso. talvez não estejamos preparados para caminhar uma distância tão longa sem garantias de que chegaremos a algum canto. porque precisamos de garantias, certo?

talvez eu tenha mesmo confundido o dia com a noite, e não vendo mais diferença entre o céu e o inferno, pois nesse momento o purgatório já me causa dor. talvez eu não saiba diferenciar sorrisos de lágrimas para ter chegado ao ponto de não me importar mais com nada e querer continuar. mas talvez não fosse para ser. eu espero que não fosse para ser.

pois se for… céus.


eu digo para dentro: eu espero que não seja, eu espero que essa história tenha (finalmente) um final – sendo ele feliz ou não. eu digo para dentro pois sei mentir muito bem para mim mesma, mas não tanto para os outros. pois lá no fundo, onde ninguém consegue ver, eu desejo que não tenha acabado. que apesar dos pesares, eu não desisti. e que eu não minto quando digo que vai ficar tudo bem. sempre fica. talvez não por completo, mas fica.

e eu aceito isso. aceito que você se tornou aquele raio de luz batendo na chuva para virar arco-íris que alegra minha tarde. aceito que uma hora vai parar de chover. aceito que uma hora vai anoitecer. eu aceito isso.

eu aceito. não desejo. mas aceito.

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