Ana Letícia
Nov 5 · 2 min read

Sempre ditas, nunca ouvidas.

(Autor Desconhecido)

A minha dor é um velho tapete batido e empoeirado

Daqueles que tu olhas logo na entrada e insiste em ignorar o lindo poema de boas vindas

Entre, assim é a

Poesia que grita mas não é ouvida

Poesia que implora mas não é vista

E tu ainda reclamas da minha mediocridade?

Tens um ego do tamanho do infinito, se esconde em pele de vítima, mas espanca discretamente com cara de megera.

Besta fera detentora de um um ego tão enorme

Que tua voz falha nas tuas inconstâncias

Uma hora quer, outra não quer, outrora simplesmente em si morre.

Só deseja o que num passo efêmero te faz sorrir, não tá nem cá e muito menos aí.

Enquanto isso, vou ficando, mas também vou me despedindo

No meu canto, é terno devaneio particular e sinto que estou eternamente acorrentado

Preso sem ter voz, boca e ouvido.

É bom estar sob efeitos de psicotrópicos

Para que possa enfim perceber lucidamente que embora haja uma falácia premeditada

Você orna tudo e não acredita em nada

Nem no seu amor.

Não seja citada

Delatada

Infeliz

Absolutamente por um ego que prefere as lágrimas da distância, do que as discussões

apaixonadas.

Hipocrisia que dá ânsia.

Seja amor

Não seja o silêncio.

Visto que nem ele, você seria capaz de ouvir.

Ao final de tudo, quem sabe tu fiques

Sem cor

Sem voz

Sem mim.

Ana L. G. C.

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