Sempre ditas, nunca ouvidas.

A minha dor é um velho tapete batido e empoeirado
Daqueles que tu olhas logo na entrada e insiste em ignorar o lindo poema de boas vindas
Entre, assim é a
Poesia que grita mas não é ouvida
Poesia que implora mas não é vista
E tu ainda reclamas da minha mediocridade?
Tens um ego do tamanho do infinito, se esconde em pele de vítima, mas espanca discretamente com cara de megera.
Besta fera detentora de um um ego tão enorme
Que tua voz falha nas tuas inconstâncias
Uma hora quer, outra não quer, outrora simplesmente em si morre.
Só deseja o que num passo efêmero te faz sorrir, não tá nem cá e muito menos aí.
Enquanto isso, vou ficando, mas também vou me despedindo
No meu canto, é terno devaneio particular e sinto que estou eternamente acorrentado
Preso sem ter voz, boca e ouvido.
É bom estar sob efeitos de psicotrópicos
Para que possa enfim perceber lucidamente que embora haja uma falácia premeditada
Você orna tudo e não acredita em nada
Nem no seu amor.
Não seja citada
Delatada
Infeliz
Absolutamente por um ego que prefere as lágrimas da distância, do que as discussões
apaixonadas.
Hipocrisia que dá ânsia.
Seja amor
Não seja o silêncio.
Visto que nem ele, você seria capaz de ouvir.
Ao final de tudo, quem sabe tu fiques
Sem cor
Sem voz
Sem mim.
Ana L. G. C.
