Vênia
Depressa e colericamente, a depressão e o desânimo se tornaram as maiores certezas exemplificativas de que não consigo mais controlar as coisas, talvez nunca tenha conseguido, mas todos os meus disfarces agora estão completamente desconstruídos.
Os pensamentos obsessivos e ilógicos, tomam conta da minha cabeça e coração, que enfraquecidos, não resistem à pressão dos fatos, dos fardos e atos. Eu não sou de ferro. Ninguém é. Erro! E em erro, percebo que assim sou, e assim sempre serei.
Encontro-me sempre envolto às admirações que sustento para com. os que conseguem ter a ilusão do controle sobre a vida e suas coisas, pois eu, não mais a possuo. Sou alguém que sucumbe ao depauperamento de minh’alma e que sinto; sinto muito! Estou constantemente reerguendo-me porquê com a mesma frequência, desabo! Por vezes prefiro acreditar que nem mesmo aprendi a andar.
A alegria em estar vivo está sempre se confundindo com a tristeza que vejo e constato o peso que resguarda o que é viver. Não gosto de ser e sentir tamanha confusão, mas quanto a isso, não há o que fazer. Tenho dificuldade em ser, e mais ainda em estar. O vazio que me aprisiona, por ora me preenche.
À você que me lê, desculpe-me. A tristeza do mundo, me atinge, me desarma e me macera. Peço desculpas mais uma vez, pois não sei como agir. Então, apenas resisto.
- Ana L.G.

