You Don’t Know Me.


Você não precisa ser perfeito. Ninguém nasce pra isso. É o que eles constroem para nos ludibriar, porém, isso não é necessário. Não se culpe por não corresponder às expectativas construídas e nutridas por eles, por frustrá-los somente por ser o que é. Não podemos ser o que passa na cabeça deles, afinal, existem tantas outras situações e desorganizações. Não tem problema não conseguir dar conta de tudo ou de nada, não se faz necessário ser e saber tudo que simplesmente passa em nossas vidas!

Eu não crio mais expectativas sobre mim. Vivo o hoje! O agora meu presente é meu passado e meu futuro. Não me digo certo e nem errado. Por. isso, prefiro não saber ou entender o amanhã de todas as coisas!

É óbvio que tenho minhas cismas, achismos e machismos. Afinal, minha elaboração é recheada de vícios, preconceitos e repetições nauseantes. E quanto à isso, hoje posso dizer com segurança, que nem os meus pais nem os seus, têm culpa nessa história. Talvez errem por por repetição e só. Somos todos vítimas dessa doutrina asquerosa, ainda bem que há o outro lado de tudo e todos.

A rua, a arte, meus desejos, minhas experiências e tantas outras partes de mim ensinaram-me que existem outros caminhos que nos levam além, além de nós mesmos. O processo é vagaroso, uma porrada daqui, uma topada ali, mas um dia eu desconstruo tudo isso. E por fim, me reconstruo. Ou não! Por enquanto, sigo sendo a tal da flor que não se cheira, cheio de perturbações, julgamentos impiedosos sem o mínimo de perdão. De fato, eu não valho um tostão!

Não me desenhe, pinte ou imprima num modelo bonitinho, porque se eu fosse tela, seria um autêntico Monet. Quem finge que me vê de perto não enxerga e ignora as imperfeições, o filtro passa batido!

Não quero ser perfeito, não nasci pra isso. Não quero ser o que você quer! Por favor, não me leve à mal, não é por maldade ou má criação. Eis que sob minha rasa ótica, apresento-lhes a perfeita imperfeição do que é transbordar de tanto viver.

Ana L. G.

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