Paragone

Te desenhei com palavras, uma vez.
Pintei um poema, claro
escuro. Tentei 
com todas as minhas forças centrípetas
transformar em alegoria a vontade 
de te escrever
e pintar e beijar e quando 
te desenhei com lápis (a curvinha 
parabólica do seu lábio superior, que 
matemática e paradoxalmente 
vira para baixo quando você sorri),
o traço se fez poesia.