Sobre a arte que me cura

Há pouco me despi das vestes da ansiedade e quando rasguei os véus percebi claramente, em meus músculos contraídos, que elas jamais me serviram.
Ah que alívio desatar os nós, soltar as amarras, renunciar o rótulo!
Já desisti da ideia de tentar encontrar a causa da minha procrastinação.
Só agora balzaquiana aprenderei a respirar, a rir, a chorar e a gritar livremente…
Eu precisava de um subterfúgio, mas surpreendentemente um caos interno me conduziu a uma nova perspectiva — um mundo de incentivos.
Um universo que me acolhe como sou e me permite ser sem vestes, véus, nós, amarras ou rótulos…
O teatro me salvou quando paradoxalmente me proporcionou a segurança de me sentir livre para me expressar intensamente.

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