Síndrome de Gabriela

Você já se deu conta que esta síndrome tem acometido cada vez mais pessoas ao nosso redor. Nós, os humanos, tornamo-nos eternos errantes. Sempre vivendo das nossas mazelas para não ter que mudar. É a síndrome de Gabriela, como já cantava Gal: “Eu nasci assim, eu cresci assim e sou mesmo sim, Vou ser sempre assim Gabriela, sempre Gabriela”. Quantos não? Porque mudar requer esforço, então, vamos postergando até que um dia, quem sabe a sorte não vire pro nosso lado. É a eterna busca do nada, da ilusão do vazio que não preenche, mas seguimos em frente. Já dizia um amigo querido, “pensar dói” e deve doer mesmo, talvez, isso explique porque insistimos em traçar os mesmos caminhos e cometer sempre os mesmos erros. Do casamento que não deu certo ao emprego em que insistimos em nos manter, apenas para provar que temos razão. Eu sempre escolhi ser feliz a ter razão! Perder tempo provando o quê pra quem? No fim das contas, é tudo entre mim e eu mesma… Nossos desejos e sonhos devem ser realizados, mas não à custa de nossa estupidez. Se para consegui-los precisamos renunciar a alguma — ou muita — coisa que amamos, então, não deve ser tão bom quanto imaginamos. Será que vale a pena? O problema é que valer tem sentido monetário — nos dias de hoje — por isso, nunca a resposta é a que deveríamos ouvir da nossa consciência. Precisamos então, entender conceitos antes de fazer escolhas. E como pensar dói, continuamos insistindo na síndrome de Gabriela porque, aquece o corpo e o bolso, mesmo que mantenha nossa alma vazia. Ahhh Gabriela era assim fugaz, mulher de relações efêmeras e passageiras e sempre será, afinal nasceu assim e vai ser sempre assim. Mas e nós, até quando a seguiremos? É preciso criar raízes que nos mantenham com os pés no chão, enquanto a cabeça divaga por aí. Para conquistar é preciso, antes de tudo, existir… Para isso precisamos respeitar quem somos, caso contrário, sempre será poeira. Gabriela — Cravo e Canela — era conto, a sua síndrome é real, pena que ao contrário da novela, não existe final feliz pra o que não existe, senão na nossa cabeça. Não há realidade que possa ser encenada, a vida tá aí pra ser vivida. Quem conta um conto aumento um ponto e se enrola na hora de viver a realidade. Gabriela era feliz como era, mas ela sim era Gabriela!

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