Uma menina que veio do Sul

Como quem sempre anseia pelos próximos momentos de vida pra fazer história, Gabriela sorri e conta algo engraçado. Espera reações, gosta de participar, existir, estar. Nós, meros mortais, só existimos ao redor. Logo depois, passa como se não tivesse piedade de quem quer que fique pra trás — faz a gente entender melhor a função do tempo e da saudade. Abraça as pessoas e espera que elas fiquem. Quem entende toda a beleza, fica pra ver.

Elabora textos como se tivesse nascido pra isso. E nasceu. Gargalha como se tivesse nascido pra isso. E nasceu. Sente todas as milhões de emoções num centésimo de segundo como se tivesse nascido pra isso. E nasceu.

De um jeito só, escreve exatamente como se fala. Sinergia. Todas as palavras encaixam, formando parágrafos inteiros que ainda não a explicam. Como se tivesse nascido pra isso: falar, escrever, cantar, rir, amar, iluminar vidas… e nasceu!