Incomodo Lembrete

Ruidosamente caído em desgraça
Inanimadamente conturbado
Atmosfera densa, estática, tão pesada
Imerso em mundos impossíveis
Afaste-se deste exterior falecido

Entre, olhe para o âmago devastado
Vê aquele canto vermelho e pulsante?
Logo percebe-se que ocorreu uma guerra ali
Culpa desta ambivalência no ato de ser
Passivamente agressivo
Constantemente inconstante

A pulsação é angustiada e estremecida
Antes fosse torpor,
Talvez fosse bom estar adormecida
Esse sofrimento vem do transbordar,
Sentimentos que corroem ao derramar

A dor é viva, perspicaz e enérgica
Depois de tanto renegar, passei a entende-la
A dor é o lembrete de que você está vivo