Renuncia

Renego meu destino,
E a tudo que faz sentido.
Chega de bom senso,
Estou cansada de recuar.
Do que adianta viver,
Se me é proibido o direito de ser?

Renego o meu eu protagonista,
Forma já moldada,
Versão que se diz por terminada.
Quero minha essência abstrata,
Que idealiza e passa dos limites.
Espirito intenso e transbordante,
A cada devaneio, um novo descobrir.

Renego ao teu amor
Segundo Akaiito,
Corto o fio vermelho que nos predestinou.
Pois não quero amor simpático ou razoável,
Quero a chama fervente, impetuosa.
Sentimento desmedido, digno de fastígio.

Finalmente sem amarras,
Sem planos ou caminhos.
Minha linha é a não linear.
Cheia de curvas, voltas e descidas,
Meu único movimento é o de flutuar.
A elã do ser é experienciar.