Nada está dando certo ou estamos nos tornando eternos insatisfeitos?

No início de 2016 encontrei com um grande amigo e disse a ele que esperava que o ano novo fosse bem melhor que o passado onde nada de grandioso tinha acontecido.

Meu amigo me olhou com uma cara de espantado e perguntou quão mal da memória eu estava e começou a fazer uma lista lembrando que em 2015 pela primeira vez na vida eu finalmente tinha tido coragem de entregar um texto meu que foi publicado numa revista pois sempre quis ter algo publicado mas sempre achava que os textos não eram bons o suficiente e com isso, nunca encaminhava nada para publicação. Complementando a lista, ele me lembrou que em 2015 tinha sido convidada para participar de programas de rádio de Salvador e Recife para tirar dúvidas dos ouvintes sobre imposto de renda, fazendo inclusive programa ao vivo. Eu nunca tinha pensado em participar de programa de rádio, mas fiz, me sai bem e adorei a experiência. E segundo ele para não deixar a lista muito longa pulou para dezembro/2015 onde finalmente tinha conseguido fazer uma viagem para conhecer a Argentina. Este era um sonho antigo, já tinha planejado diversas vezes mas nunca dava certo e em 2015 finalmente aconteceu e voltei completamente apaixonada pela terra dos “hermanos”.

Essa semana ouvi muita gente reclamando de tudo, de si, da vida, do outro, do trabalho, da faculdade, da TPM que nada dava certo e que a vida não ia para frente e fiquei refletindo porque somos tão insatisfeitos e analisei meu próprio caso.

Sempre trabalhei em empresas com metas a serem cumpridos, a cada ano que passava essas metas ficavam mais altas e o que tinha sido feito no anterior não valia mais, era zerado e começava-se uma nova história a cada ano com cobranças e pressão e mais pressão para que as metas fossem atingidas e só me resta pensar que estava seguindo as regras ditadas pelo mundo corporativo também para minha vida pessoal e sempre achando que nada era suficiente que sempre é preciso mais.

Consegui acordar a tempo de parar, respirar fundo, sair do automático e separar as regras necessárias para viver no mundo corporativo e a busca por paz na vida pessoal. Passei a fazer listas das minhas conquistas, registrar os pequenos e deliciosos momentos de idas a praia, almoços com família e amigos nas minhas redes sociais como forma de não esquecer tão rápido das coisas boas, ser mais grata e assim dá um fim ao interminável ciclo da insatisfação.

Fica aqui a dica para você também: desacelere, respire e veja se realmente nada acontece na sua vida ou se você se tornou um eterno insatisfeito!