Ao ritmo do Hip Hop

Foi num dia especial que Maria João nos contou como a dança entrou na sua vida.
 
O Dia Mundial da Dança foi criado há 35 anos pelo Comité Internacional da Dança da UNESCO. O 29 de abril foi a data escolhida em memória do coreógrafo francês Jean-Georges Noverre, um dos pioneiros da dança moderna. 
Todos os que vivem esta arte assinalam este dia celebrando um pouco por todo o país. Realizam-se espetáculos e aulas, aliciando à participação daqueles que mais se identificam com a dança.

Maria João Jesus é uma dessas pessoas, encontrou no Hip Hop a sua forma de se expressar. Estudante do segundo ano na faculdade de farmácia em Coimbra, a jovem concilia a vida académica com esta paixão.

Maria João a preparar-se para um dos espetáculos

Quando é que a dança entra na tua vida ?
Sempre adorei dançar, mas comecei a levar esta atividade mais a sério a partir dos 14 anos.

O que aconteceu com essa idade que te fez levar a dança a outro nível? 
Integraram a dança no desporto da escola onde eu andava.

Neste momento praticas Hip Hop, o que te fez optar por este estilo?
Eu adoro quase todos os estilos de dança, mas o Hip Hop é um dos meus preferidos. Através dele consigo expressar uma diversidade de sentimentos e é um estilo super forte e energético.

Sei que és um dos elementos do grupo Gurillaz Dance Crew, como são os vossos treinos?
Há vários escalões, mas a minha turma tem aula às 17h ao sábado. E eu, estando em Coimbra a estudar, só teria possibilidade de ter aulas ao fim de semana.

Ao fim de semana consegues conciliar os estudos com a dança?
Claro! É pior quando estamos em ensaios para espetáculos ou competições, pois são imensas horas e ocupam-me quase metade do fim de semana. Mas tento compensar o que não estudo nessas horas com um esforço extra durante a semana.

Os espetáculos exigem muito de ti ? 
Sim, mas como se costuma dizer: “quem corre por gosto não cansa”. Trabalhar para um espetáculo exige muito esforço e dedicação, mas o produto final compensa. Nós temos dois espetáculos por ano, um no início de março e outro no fim de julho. Assim tenho a sorte de os ensaios gerais, aqueles que exigem mais horas, só começarem depois das minhas fases de exames, daí ter mais possibilidade de conciliar estes dois mundos.

O que achas que transmites através da dança ?
Emoção, entusiasmo, cultura, divertimento, alegria… Tudo coisas boas.

Como celebraste o Dia Mundial da Dança ?
Num dos melhores lugares onde podia ser celebrado, no Hip Hop Internacional na Maia. E a dançar, claro.

Como foi esse dia ?
Foi incrível! É saberes que estás num sítio onde toda a gente vive a dança de uma forma que não se consegue explicar. Foi uma festa constante com música e animação. Sempre que eu olhava para algum lado, estavam pessoas a dançar. Foi muito bom.

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