Uma história de falta de felicidade.
O jardim florido estava marcado onde nossos corpos repousaram para assistir ao pôr-do -sol. Nada mais parecia fazer sentido depois que, minutos antes, você fora embora, apagando-me da tua vida, como o sol parecera se apagar após tua partida.
Agora eu permanecia sentado no banco, observando a caixa de presentes que me deixaste, para não mais lembrar de toda tristeza que trouxe à tua vida, após o que achava ser a maior felicidade do mundo.
O amor é tão ciclo quanto o ser. Começa com vida e termina com lágrimas de morte.
Ainda não aceito meu próprio ser ao ver a barra do teu vestido azul ir afastando-se de onde estávamos, até há pouco, abraçados. Eu via o brilho no teu olhar; não era mais amor, hoje, o brilho vinha das lágrimas que corriam pelo teu rosto, borrando tua leve maquiagem e marcando minha camiseta branca. Não aceito o fato de ter-te deixado ir. Não aceito o fato de ter sido o motivo que te fez ir.
O jardim florido estava marcado onde nossos corpos repousaram para assistir ao pôr-do-sol.
A caixa ficou lá.
A alma ficou lá.
O amor ficou todo dentro dela.
Enquanto ia embora, o jardim esvaziava, como agora meu corpo carecia do teu que o preenchia.