Meu eu do passado

Esses dias, enquanto olhava fotos antigas senti uma vontade absurda de conversar com a Ana do passado. Vi fotos da época da escola, do primeiro emprego, de aniversários antigos e de dias aleatórios vividos ao lado de pessoas especiais.

Senti vontade de falar com a Ana daquela época. Falar que a engenharia iria sair dos seus planos, para que ela se preocupasse menos com o vestibular, para se entregar mais nos projetos em que acreditava com todo seu coração, avisaria para não se importar com relacionamentos amorosos fracassados, para se estressar menos (essa parte também vale para os dias atuais) e que tudo bem, dias ruins iriam aparecer e que isso era normal.

Percebi o quanto era frágil e me importava com o que as pessoas pensavam sobre mim. Como eu queria ter falado para mim mesma que não precisava sentir isso.

Não senti vergonha da Ana do passado, mas acho que ela deveria ter sido mais corajosa e confiar em si mesma. Hoje, é engraçado olhar para trás e ver que muita coisa mudou para o bem da própria Ana.

Talvez muitas situações seriam diferentes, caso a Ana do passado tivesse confiado menos e depositado menos suas expectativas em pessoas erradas. Mas isso a gente só aprende quebrando a cara.

Espero que daqui há 10 anos, a Ana do futuro não sinta a necessidade de avisar essa Ana de agora. Mas sinta orgulho e pense “ela viveu exatamente o que quis, da maneira que quis, como sempre quis”.

O tempo passa muito rápido para gente pensar demais, não arriscar e ficar de braços cruzados esperando a próxima oportunidade de ser feliz chegar. A vida é curta e precisa ser vivida de forma leve. Como diria uma amiga, “a vida bate, mas ela também beija”, então por quê não dar valor para os melhores momentos disso que a gente chama de vida?

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