Planos e Los Hermanos: os clichês do início do ano

Parece um pouco clichê começar a escrever sobre os planos para o ano que chega. Logo no primeiro dia útil? Que pareça clichê, então…

Pela primeira vez em quatro anos, acordei nesta segunda-feira útil sem nenhuma responsabilidade. Algumas semanas atrás pensei que isso seria incrível, só que me enganei. 11h e bateu um certo pânico. Não estou atrasada pra nada, não estou de férias, não tenho trabalhos para entregar ou estudos com os quais me ocupar. Eita! E agora? Pois é. Surge, então, a urgência em planejar os próximos 362 dias.

A tão sonhada formatura aconteceu: não sou mais uma estagiária, uma estudante. Estou formada em jornalismo, como tanto desejei. Os sonhos, lá do início da faculdade, eram tantos... Não que agora eles não sejam, mas estão mais perto de se tornarem reais. E só dependem de mim. Aí, sim, dá medo. Peraí. Não, eles não dependem só de mim. O temido mercado (o do jornalismo, pior ainda!) está em crise e pode ser mais duro do que imaginávamos quando estávamos na faculdade.

Como boa geminiana, minhas certezas são um pouco instáveis. Junte isso a mais de 300 dias pela frente com os desafios do mercado (mais instável ainda) e pense na angústia que pode causar. Que ansiedade. Mas, calma. Algumas certezas estão aí, como a paixão pelo jornalismo, pela escrita e por contar histórias. Seja como for, esses traços não podem se apagar, pelo contrário. É hora de marcar em cima deles para que seja possível criar, e voar. Perdão pela metáfora boba, foi irresistível.

Os sonhos, hoje, parecem um pouco mais espaços, nublados, talvez. São os resquícios de fim de ano. Como já cantou Clara Nunes, “o sol há de brilhar mais uma vez”. E que, enquanto ele não brilhe, haja força “para sonhar e perceber que a estrada vai além do que se vê”, como cantaram os Los Hermanos.

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Ana Paula Blower’s story.