A CONFIANÇA QUE LIBERTA


É bem comum nas igrejas pregarmos sobre o quanto lei/legalismo é prejudicial pro nosso crescimento na fé e entendimento do verdadeiro evangelho. Eu mesma já falei muito sobre isso. Mas é quando a gente se liberta que percebemos o quanto realmente estávamos presos. E aqui estou eu, mais uma vez, falando sobre isso. Porque é necessário e porque liberta.
Entender a graça, é ‘simplesmente entender’ que não depende do meu “fazer”. Afinal, é muito mais fácil fazer algo do que descansar e confiar de que o mesmo Deus que começou o processo em nós, é o Deus que vai concluir e nos dar suporte em todo o tempo.

“A medida do desespero em minha vida é semelhante à falta de experiência espiritual pessoal.” Essa frase me fez refletir que nos momentos de desespero somos tentados a pensar “se eu orar um pouco mais, se eu aumentar a leitura bíblica… as coisas podem se resolver/dar certo.” Acontece que isso seria recomendado em alguns casos se a pessoa não se prendesse a fazer SOMENTE isso, porque afinal “é muito mais fácil fazer algo do que confiar em Deus; vemos a atividade e confundimos o desespero com a inspiração.” É fácil fugir da difícil tarefa de aceitar que o único que pode mudar nossa condição é o próprio Deus. Isso é assumir de uma vez por todas “eu não consigo.” É um ciclo: quanto mais confiamos, mais aprendemos a confiar.
Pensemos em Maria, mãe de Jesus, que tinha muitos motivos para se desesperar com o propósito que Deus tinha lhe designado. Quando se questionou, o anjo afirmou que “o poder do Altíssimo a envolveria com a Sua sombra” e, num grande ato de confiança, Maria respondeu: “Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra.” (Lucas 1:38)
A expressão exata da Graça divina estava pra nascer de seu próprio ventre e a atitude de Maria não poderia ter sido melhor: ela confiou.

Que nossa resposta à Deus seja a mesma de Maria. A Graça é confiar que Ele vai fazer com que tudo — tudo mesmo — coopere para o nosso bem.
A Graça nos apresenta a proposta de nos libertarmos do legalismo, de nós mesmos e principalmente, das nossas manias e “artimanhas” de tentar convencer Deus.

E é essa Graça, somente essa Graça, que gera a confiança que liberta.