Foto por Ana Paula (O Livro dos Ressignificados).

Coexistindo com a tristeza que bateu em minha porta e nunca mais se foi. Os dias de despedida são os melhores, até que a sombra melancólica atravessa minhas veias novamente. E tomam posse, de um corpo que já não via alívio por entre esses dedos frágeis e esses olhos cansados.

Coexistindo com a euforia que bateu em minha porta e nunca mais se foi. Os dias que antecederam sua estadia, eram bons, eram proveitosos. Até que a ansiedade fez-me vigília. E minha conta bancária? Acabou em autodestruição.

Cordialmente, os ventos sopraram mais fortes, até levar um pouco de tudo isso embora, porém deixaram os tremores, o cansaço, a perda de vontade de estar aqui e ali. A falta de vontade de olhar um horizonte e sentir o aconchego da paz em meus ombros.

Demonstrei-me atrativa para olhos desconhecidos, até que descobriram um indivíduo que pouco fala, que pouco se expressa. Que muito vive, que muito morre.

Demonstrei-me em branco e preto. Autodestruição, compulsão, agitação, depressão, e por fim, o vazio.

Aquele corpo totalmente oco, com um ego destruído.