Quem me dera ser um côco

Eu nutro um ódio profundo por datas comemorativas. Natal, dia das crianças, dia dos pais, ano novo, aniversário. Nenhuma dessas datas me traz boas lembranças. Sempre que alguma delas se aproxima, um plano de fuga toma forma na minha mente; ideias desde ficar debaixo da cama em posição fetal esperando que não percebam minha presença até subir numa palmeira e fingir que sou um côco me parecem boas. Infelizmente eu nunca fui uma boa jogadora de estátua (sempre me rendia às cosquinhas) e minhas habilidades como praticante de rapel estão enferrujadas, então sou obrigada a me arrastar para as comemorações. Ainda tenho planos de comprar um loteamento no Acre e fazer um refúgio pras crianças que não se sentem totalmente confortáveis perto de outras pessoas.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.