Minha trajetória de engenheira a vendedora


Sei que não sou nenhuma exclusividade entre tantos engenheiros que decidiram atuar fora da área de formação. Escolhas de carreira são mais difíceis que gostaríamos, então vou contar um pouco da minha história para, quem sabe, facilitar a decisão de alguém :)

Eu sou mineira, natural de Mariana. É uma cidade extremamente dependente da atividade mineradora. Basicamente todos os adultos que eu conheci na minha juventude trabalhavam com isso, e ainda que eu tenha feito meu Ensino Médio no COLUNI, em Viçosa, a minha visão era muito restrita em relação às infinidades de carreiras que eu poderia seguir fora desta indústria.

Comecei meu curso de Engenharia Geológica em 2009. Durante o primeiro ano de curso pensei seriamente em tentar transferência para outra engenharia, mas fui dando mais uma chance até que, de repente, eu tinha me formado.

Foram 5 anos e meio (contando meu intercâmbio de um ano) em que eu deixei pra lá o sentimento de que aquilo não era pra mim. Eu sempre fui estudiosa, então ia bem nas matérias, e ia me convencendo de que estava no caminho certo, até que eu passei em um programa de mestrado nos Estados Unidos.

Fiz meu mestrado em Engenharia do Petróleo na USC, e mais uma vez o sentimento de que aquilo não era pra mim bateu. Mas dessa vez bateu forte. Como dei a sorte de morar em Los Angeles neste período, fui exposta ao melhor dos muitos benefícios que uma cidade cosmopolita oferece: pessoas diferentes de você. Foi conversando com profissionais das mais diversas áreas que eu percebi a quantidade de possibilidades que eu tinha na minha carreira, e que eu podia sim trabalhar fora da minha área de atuação. Terminei meu mestrado (com honras), mas formei sabendo que não era aquela a carreira que eu queria seguir.

Hoje eu vejo que faltou muito autoconhecimento ao longo da minha jornada, mas eu entendo que todos estes processos foram fundamentais para eu me entender melhor e evitar erros semelhantes no futuro. Eu precisei terminar um mestrado em engenharia para aceitar que não era isso que eu queria, mas acredito que fazer uma auto-análise para identificar o que realmente te atrai já funciona.

Bom, voltei para o Brasil com a difícil missão de saber o que eu queria da vida (e arrumar um emprego). Neste processo conversei com pessoas que trabalham em diferentes indústrias, tentando entender o desafio e a rotina de cada uma delas… e sempre ficava super entusiasmada quando era uma empresa de tecnologia.

Também participei o ENE, onde tive oportunidade de conhecer diversas empresas. Interagindo com os profissionais de cada uma delas confirmei minha hipótese de que “meu santo batia” mais com as empresas de tech. Na grande maioria das vezes encontrei pessoas com o espírito jovem, clima descontraído, que tinham crescido super rápido na carreira e que realmente fizeram alguma diferença no meio em que estavam. Eu me sentia bem ao lado delas e passei a almejar aquele tipo de carreira pra mim também.

No fim das contas me deparei com duas propostas de emprego: uma vaga no programa de trainee de uma empresa enorme, e outra para ser representante comercial — vulgo vendedora — no Moip, uma empresa de pagamentos. Depois de muito pensar, resolvi ser fiel ao que eu realmente queria. Arquei com os riscos de ir pelo o caminho menos óbvio, e escolhi ir pro Moip 💙

Trabalhar no Comercial foi o desafio que mais me deu prazer até hoje. Desafio porque eu sabia zero sobre vendas, meios de pagamento, e-commerce, fintechs e negócios. Prazer porque:

  1. Eu trabalho em uma empresa onde todas as pessoas — desde o CEO até o estagiário — são acessíveis para trocar uma idéia, ajudar e esclarecer minhas dúvidas;
  2. Me desenvolvo muito profissionalmente: além das coisas técnicas, aprendi a me comunicar e a me posicionar melhor;
  3. Me vejo inserida em uma indústria próspera, com infinitas possibilidades de crescimento, melhorias e inovação;
  4. Me sinto ouvida. Tenho espaço para propor idéias e as pessoas da minha equipe (e as vezes de fora também), levam a minha opinião em consideração;
  5. Tenho contato com diversos empreendedores, com inúmeras ideias e modelos de negócios diferentes. Não sei como poderia aprender mais sobre pessoas e sobre o mercado;

Hoje, com seis meses de Moip, nunca estive mais convencida que dá pra aprender tudo na vida, só não dá pra ter medo de fazer mudanças — principalmente aquelas que parecem certas para você.

Se você quiser saber mais sobre a minha história e sobre o Moip, pode entrar em contato através do meu LinkedIn.