Um Frank Underwood na Política Nacional

Temos hoje discussões acirradas sobre política, com maior ênfase a destas linhas de raciocínio: #DilmaFica; #DomingoEuNaoVouPorque; #DomingoEuVouPorque; #ForaDilma, isso sem mencionar os já clássicos #GloboGolpista e #ForaPT. Mas são assuntos já bastante comentados, discutidos e um tanto destruidores de lares, não que não se devam discutir estes assuntos, só não quero falar deles diretamente.

Agora, imaginar um Frank Underwood misturado com um tempero latino e regado a cachaça, tramando tudo internamente, somente com um trabalho de esconder melhor os lobistas, mas Frank daria um jeito, certo? Sem misturar muito as histórias, e apenas separando partes interessantes para o personagem: ambicioso, vingativo, e “filho da puta”.

Pronto, nasce o político Chiquinho Cerrado, nosso Frank Underwood.

Este, meio decepcionado com promessas de aliados que não foram cumpridas neste novo mandato, vendo seus pares sendo atacados por conta de uma crise política e econômica que o país passa, porém ele consegue perceber uma grande oportunidade. Já que seu nome não foi citado nas investigações, mesmo tendo recebido largas doações de empreiteiras envolvidas no escândalo, ele arquiteta uma subida na sua escala de poder, nada que lhe leve ao mais alto cargo, o objetivo é ter os atores principais em suas mãos.

Basicamente ele surgirá na mídia como defensor da ética, e da celebre frase “doa a quem doer”, vai contribuir na apuração dos fatos, e será aclamado pela oposição e elogiado pela situação. Afinal, sabe que muitos colegas de ambos os lados, também receberam da mesma fonte, o único problema é que eles deixaram rastros e Chiquinho não.

Extremamente determinado em terminar com assunto da forma mais rápida possível, se reúne longe dos olhos da mídia com os “inatingíveis” dos dois lados. Nesta reunião Chiquinho transmite claramente que todos deverão deixar alguns aliados as mãos da justiça e do povo, assim todos sobreviverão no final do dia, e continuarão a saciar a fome de poder e desfrutar dos tratos e regalias que o cargo oferece. Uma solução bem clichê, mas até hoje não há registros de falhas. Como todos estão temerários e Chiquinho tem forte base argumentativa, aceitam como única saída. A seleção dos atores para a blindagem é iniciada, e é vasta, vai de gerentes das estatais envolvidas até amigos deputados e senadores com uma certa notoriedade, para dar credibilidade ao processo.

A crise política se agrava, como era previsto, inúmeras manifestações eclodem pelo país, por defesa ou ataque. Como os inimigos foram detalhadamente escolhidos, a população converte os ataques a estes, a mídia com o objetivo de vender comercial, diz ao povo o que ele quer ouvir. Aos "blindados", figurão com a cara de lamento pelo o ocorrido, pelos irmãos de partido terem cometido ato tão nefasto a população, prometem medidas mais drásticas e de controle para o fato nunca mais se repetir - ou ser descoberto novamente.

Ao fim de quatro anos, os julgamentos acontecem, alguns são presos, uma parte do dinheiro volta ao país, alguns viram heróis, as novas leis anti-corrupção são sancionadas, e o mundo continua girando em torno de seu próprio eixo aos mesmos 1666 km/h de 4 anos antes.

PS:Pode parecer coincidência mas nada disso é real

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