31.536.000

“Na teoria da relatividade, não existe tempo absoluto único; em vez disso, cada indivíduo tem sua própria medida de tempo, que depende de onde ele se encontra e de como está se movendo.”

O tempo é relativo. O ano acabou e lá se foram 8760 horas, 525600 minutos e infinitos segundos que um estudante de humanas como eu não consegue contar (piadoca, rá!). Mas vá lá: ouso dizer que foram os melhores 31.536.000 segundos da minha vida. 2014 foi pior. E isso me fez criar uma lista de metas para 2015, que colei atrás da minha porta. Com o tempo ela ficou de lado, mas parei pra pensar no que eu fiz no último dia do ano, e cumpri — quase tudo — que me propus. E foi bom assim.

Contudo, por outro lado aprendi que às vezes não planejar também pode ser uma boa estratégia.

Das realizações profissionais e acadêmicas

A lista ficou de lado, mas eu consegui escrever algumas coisas para a minha monografia (bem pouco, mas consegui), troquei de emprego — agora sou Diretor de Arte Júnior em uma agência de Publicidade (um nome bonito, não? Pois é…) e de quebra ainda faço uma parte do meu trajeto diário nas bikes compartilháveis pela cidade. Terminei minha especialização na Escola de Design da UEMG e participei de alguns bons projetos. É, sobre ser um profissional melhor: check!

(ainda falta muito)

Das realizações pessoais

Ainda não consegui conhecer o mar, me mantendo um mineiro NATO. Mas viajei um pouquinho, pratiquei esportes e me alimentei relativamente melhor do que 2014. Falei também que queria ler mais, e consegui. Disse que queria meditar, e consegui por 2 meses. A meditação ajudou na auto-estima e a crise de ansiedade melhorou com relação ao ano anterior. Queria aprender tocar instrumentos, e também consegui. E hoje, consigo tocar uma bela canção — ainda farei isso, prometo — pra Liz, a pessoa na qual eu dedico este parágrafo:

A conheci dia 24 de Maio. Era um domingo a noite, e jamais desconfiaria que alí eu estava conhecendo a "moça da minha vida" — falei essa frase "brega" meses depois pelo WhatsApp — acompanhada do sorriso mais lindo de todos e lindos cachos — que hoje são ruivos e igualmente lindos. Me lembro de ter perguntado:
- Onde você esteve esse tempo todo? ❤
É, foi uma boa pergunta. De lá até aqui foram 7 meses felizes e o tempo se tornou novamente relativo: 7 meses parecem uma vida inteira onde vivemos a nossa própria medida de tempo em uma "breve" história — até agora — que eu não imaginava viver tão bem — sintonia. De maio pra cá, cresci como ser humano junto da barba e do cabelo e sei que posso tudo e tudo posso sem medo das pessoas graças a sua grande ajuda. Aprendi muito ao lado dela, e espero ter ensinado algo também. O tempo tem passado rápido, e isso é sinal de um bom futuro que nos espera nos próximos 31.536.000 segundos. Sou bem grato por toda essa felicidade que ela trouxe.
Grande parte da felicidade de um ano bom veste esse nome: Liz. Arigatô! ❤

Ah, sim…

Se o ano teve turbulências? Teve! Se teve tuíte triste? Teve! Teve de tudo. Isso é só um certificado de autenticidade, ou um retrato da juventude — em que se revela uma vida adulta — que o tempo vai se encarregar de amarelar com muito saudosismo. Quanto ao resto das coisas que eu vivi, essas escrevo de forma resumida: valeu a pena, ê ê, como na música clichê da colação de grau da faculdade (é 2013 isso, mas “tou nem aí”, ano 2000 era futuro a pouco tempo atrás) anunciava. 2016 já chegou e já vem sendo escrito com o que tenho de melhor.

Houve ordem no caos.

Por fim, há tantas formas de se ver o mesmo quadro, agora "vamo" aí, foi bom.

A última palavra é a mãe de todo o silêncio: tchau.

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Anderson Batista’s story.