Essa foi uma tentativa de decifrar a Isa

Uma história de terror, ou das botas ou de durezas: Isa usa botas de Arabella, e foi por isso que fantasiei todo um ideal de ser nas botas que ela usava. Botas de couro, eu acho. 
 A minha imagem diante dela, próximo ao mar: eu estou desejando morder seus cabelos num estranho desejo que apenas visava as efetivações fantásticas como da vez que ela deitou num gramado e fotografaram a sua expressão triste. Quando eu disse para a Jennifer que gostaria de morder as testas das pessoas, uma semelhança aos rituais comum só no amor, essas excentricidades era a tentativa de aprimorar um amor para onde tudo vibraria e pala lá cairiam as mulheres, os homens, e os cachorros, todos nos vigiando, mesmo que não nos olhem, porque seus olhos estariam dentro de nós, entregando códigos de condenações em que julgaríamos a nós mesmos. Primeiro a condenação, depois julgamento, porque estamos sendo condenados a sempre sermos julgados, é o que parece. Eu já estava distante dela quando tinha dores no peito, estava triste porque teria que morrer nalgum dia e talvez não alcançaria nenhuma meta a que me propunha: realizar um cuidado leve dentro da vida. Duas horas depois, ela me avisa que chutou o saco de um homem, ou suas pernas, e isso me fez sorrir. Admiro com os meus olhos o que está dentro de minha consciência e o que está em minha consciência pode ser por demais fantasioso: a fantástica realidade de meu amor diante de mim, ou dos milagres de um deus ou as fantasias que não correspondem a nenhum âmbito das culturas, das maneiras de amar ou odiar. Dentro de mim a estupidez de todas as pessoas me fazem vibrar no interior da cabeça, um barulho estranho, cheio de dores nervosas: sofri por pessoas que desdenharam de mim e agora desisto delas, provocando uma revolução em meu ser, senti que minhas forças podem ter mais liberdade. Mas isto nem trata-se da Isa. Trata-se do tempo mesquinho de auto-humilhar-se na frente de quem o humilhou: dos mil duzentos e trinta senhoras e senhores apenas trinta a liberou da humilhação e isto te fará se prostrar novamente amanhã, com os mesmos propósitos de ser negada(o) por mil e duzentas pessoas. Uma glória virtual. Mas existem situações mais profundas a serem entendidas, tanto lá quanto aqui.
 Prossigamos para a Isa novamente: 
 Uma imagem em meu computador delibera um aviso de que todas as vezes que dormimos desperdiçamos o sistema e então todas as regras nos humilham. No arquivo ao lado Isa está de olhos abertos deitada num gramado, com cabelos pretos e ainda é jovem. Wickson disse-me que tive sorte de a Isa ter gostado de ao menos um porma meu, seus gostos são muitos críticos. Então eu vibrei como uma espécie de conquista, acreditando que tinha um dom, um saber, alguma coisa boba vibrou dentro de mim para escrever coisas sábias, sabedorias que apenas encontraria com encantamentos privados ou demagogias públicas: eu enganaria muitos indivíduos numa vida virtual, oferecida, e então eles me glorificariam, gostariam e então eu produziria mais. Eu não estaria mais deitado nem dormindo: minha vida estaria tão imprestável quanto produtiva. 
 Minha cabeça ainda está vibrando: de nervosismo, de paixão ou de ausência de paixão. Chamo de estúpido tudo aquilo que não agreguei em meus valores, como muitos já o fazem, mas em nenhum momento vi na Isa uma estúpida: isso é incoerente por minha parte, porque a Isa não está dentro de minhas permissões. É algo maior aquilo que ela é.
 Isto é uma declaração de amor e eu estou falhando e correndo risco de ser entendido ou mal entendido por todos os indivíduos, inclusive aqueles que lerem em silêncio, tentando esconder o fato de que o viu isto, de que o leu, de que não escrevi para ele ou para ela. O problema é que este texto é um fracasso. Mas continuemos, talvez consigamos mais um parágrafo.
 A honestidade da Isa me assombra, o silêncio dela põe uma espécie de mito sobre o que ela é, e então o mito nos transporta quando ela fala de maneira dura e direta, não sei se você já observou, não é o comportamento das pessoas enfraquecidas que quando encurraladas pelas invejas ou os ciúmes tentam parecer mais fortes do que o são, mas uma força que eles nem conhecem e nunca se aproximaram, então tudo o que têm é serem agressivos. A Isa é diferente: ela é forte, mas ela diz que não é, pelo menos dentro dos meus olhos, ou das fantasias de minha consciência, ela parece dizer isso, quando eu imito em meu interior as pretensões fortes em ser mais um herói, de anular as forças de uma dama, num mundo e cavalheiros, de fantasmas cagões, cometendo mais um crime contra a vida: quando todo o espírito do destino do mundo faz um discurso agressivo apontando às diferentes forças do amor, das guerras, dos desdéns, e vencê-lo com as vibrações de minha carne matariam aos heróis e então não teríamos mais pessoas fracas e fortes.