o amor público do poder
 Um casal de corpos brancos ou pálidos como a exibição possível de um amor ideal e o oferecimento de um sonho modelar. É disto do que falamos, quando o sujeito em sua análise depara-se com o motor religioso de sua esperança e é mais ou menos a venda dum tipo de paz que ele assiste ofertado: o amor ao estilo. Ou tipos de paz específicas, próprio para sujeitos em mercados, próprio para sujeitos em shoppings, porque seria impossível apaixonar-se em outros espaços, no espaço fora da oferta quando nossos sonhos vem de uma origem modelar funcionando as condutas de poder, como se fôssemos funcionários, na verdade, de um sonho universal cujas cores “distintas” se apagam. Soa-lhes vulgar este texto a princípio, é realmente estreito a condição para o aparecimento desta crítica mesquinha, e pense bem: não há um amor apresentável? E um amor cujo caráter é a resistência ou insuficiência? Na verdade o amor não resiste ao tempo, mas é que no tempo as reações moleculares gesticulam incentivos que o provocavam, memorizações, esquecimentos, deboches, expressões do poder presente, inadequações para o futuro como a incapacidade de vencer o autosadismo didático nas relações resistentes… ou digamos, nas relações cuja esperança é a mais forte insistência da fé num estilo, tendo dificuldade em dizer que isto é o discurso econômico da paixão e então persiste na ideia de sua expectativa econômica da vida. É de todo modo alguma coisa mais que isso ainda porque as qualidades biológicas do corpo apresentam-se a favor de coisas que o oprime e é preciso pensar algo mais vivo que o poder frio. É preciso pensar mesmo que cansado e efetuar mais que condutas óbvias.

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