Saindo da zona de conforto e entrando na zona de aprendizado

Olá, meu nome é Anderson e este é meu primeiro texto que publico por aqui. Gosto e pretendo falar sobre motivação, empreendedorismo e boas práticas para o cotidiano.

Por hábito sempre estou lendo ou buscando por leituras e conhecimentos que completem meu arsenal de saberes. São conhecimentos que abrangem os mais diversos assuntos e tópicos, passando pelos grandes temas e blocos de pensamento e filosofias. Então tenho uma bagagem cheia de cristianismo, filosofia e uma pitada de administração e marketing, bem como universo geek, fantasia e mitologia. No caminho que trilho há espaço para o peregrino, para o herói, para o artesão e para o marido/faz-tudo/professor/aprendiz. Aliás, falando em aprendizado, pergunto o quanto você se dispõe em aprender? Até onde você considera ir para aprender algo novo ou acrescentar algum saber ao seu “arsenal”? Quero dar um exemplo pessoal disso:

Em 2013, quando mal tinha acabado de começar a cursar História, fiquei sabendo de um curso oferecido gratuitamente pela Universidade Federal de São Paulo — Unifesp sobre patrimônio histórico e acervos, algo que me estimulou muito conhecer naquele momento. Mas havia dois detalhes: primeiro, eu trabalhava à época em Barueri, distante 15 km do Centro de São Paulo e com acesso pelo trem da CPTM; segundo, a unidade da Unifesp onde o curso era oferecido fica no bairro dos Pimentas, na cidade de Guarulhos, outros 10 ou 15 km de distância. O curso foi ministrado uma vez por semana, às terças; então para vencer a distância e ter tempo para chegar ao início da aula eu combinei com meu supervisor e gestor que entraria mais cedo no trabalho e sairia uma hora antes. Assim, minha jornada se dava da seguinte forma: de trem até a Barra Funda (zona oeste), de metrô até a estação Armênia (zona norte) e um ônibus que me largava no terminal urbano do bairro, a duas quadras da universidade. Sem contar que o local é conhecido por ocasionais assaltos aos estudantes. Portanto, vencer dois obstáculos — o medo e a distância — permitiu que eu pudesse prosseguir com o objetivo que tinha em mente — assistir ao curso.

Meu estímulo para que você comece a pensar que está, neste momento, numa zona de conforto e que, ao sair e buscar por mais saberes entrará num processo que o levará a uma zona de aprendizado, fazendo da aquisição de experiências novas o combustível para uma constante e concreta mudança. Encontrei uma sacada bem legal num livro chamado “Versão Beta. Saiba como suas atitudes influenciam seus resultados e seu modelo mental”, de Ricardo Barros, que dá bem esse tom:

Quando você sai da sua zona de conforto e resolve experimentar coisas diferentes, desencadeia uma interação entre fatores que fazem as coisas fluírem em alguma direção. Se essa direção é boa ou ruim você só vai saber quando experimentar. então, você não deve querer ter certeza antes de conferir o que vai acontecer. Deve projetar o que deseja, dominar o seu contexto, assumir o risco e ir viver esse ‘algo novo’ para que possa, de fato, saber de seu potencial. Assuma que não sabe o resultado. Na verdade, não importa tanto se vai dar certo, importa mais o que você vai estar aprendendo. Vá lá e viva a experiência.