As 5 coisas mais importantes que aprendi empreendendo no último ano


Nos últimos 15 meses da minha vida tenho dedicado boa parte do meu tempo unicamente ao Plaay, um fato exclusivo na minha vida (nem tanto, pois cerca de 6 destes 15, estou em Babson).

Exclusivo de certa forma porque desde que comecei a trabalhar, nunca tinha trabalhado em uma coisa só. Enquanto estava na empresa, tinha projetos pessoais. Enquanto tinha o Estudar nos EUA, fazia o EduqueMe, e assim vai…

Tocando o Plaay nesse tempo (e testando a UX do Medium agora), resolvi listar as 5 coisas que aprendi nesse ano que mudaram minha vida:

  1. Work Hard, Party Harder. Acho que essa é a frase que melhor define minha vida desde que criei o Plaay ou, mais especificamente, desde que estou nos EUA. Uma das coisas que mais aumentou minha performance e felicidade foi dar tempo e intensidade a minha vida pessoal, tanto quanto dou a minha vida profissional. Acabei uma tarefa? Atingi uma meta importante? Alcancei um objetivo de vida? Ou simplesmente avancei no desenvolvimento de uma das 3 coisas acima? Hora de comemorar!! Não é raro me ver trabalhando/estudando 60-70hrs por semana, assim como não é raro mais me ver indo pra 2-3 festas no mesmo período. (Dica não recomendável para menores de 18 anos! ou quem não tem disciplina de trabalho!)
  2. Não servir é pior do que não ter pra quem servir. Não tem nada mais estressante do que ter 10.000 usuários tentando conectar ao seu servidor e o seu servidor estar offline. O Plaay foi um grande case para eu aprender scalability na prática. Antes dele, tive alguns jogos como o Pokémon Revenge, onde tive 15k users em algumas semanas, mas nada tão grande quanto o Plaay é hoje (e vem crescendo). Programado e pensado para aguentar apenas 1 (uma) pessoa online (eu), a primeira versão do Plaay ficou mais de 2 meses com grandes problemas de performance. Ainda temos alguns problemas de scalability que não nos afetam diretamente hoje, mas podem nos afetar em alguns meses. Para isso, sempre temos que refazer e aprimorar performance de algoritmos de busca e relacionados pra saber se o crescimento esperado será suportado.
  3. Conseguir novos usuários é difícil. Você pode ter a impulsão de alguém famoso, de blogs ou pessoas de internet, como foi o caso do Plaay, mas isso não é suficiente. Vencer a maior luta de startups B2C de conseguir usuários é a bola de ouro do Vale do Silício (Flappy Bird que o diga!) Infelizmente, investir em facebook ou google ads não vai fazer sua startup crescer, só vai fazer seu dinheiro desaparecer. Também não acredite que sua startup vai ter usuários simplesmente porque ela está online. Procure entender como startups como Twitter (1 milhão de usuários com menos de $50k), Facebook e Pinterest cresceram. Ou até startups como essa aqui (Medium) e outras novas (Plaay?) estão crescendo. Misture estratégias de diferentes startups e adapte/copie as melhores pra sua.
  4. Conseguir novos usuários é difícil, retê-los é mais ainda. O primeiro e maior problema de uma startup B2C em seu início é a atração de novos usuários, mas isso é só o começo. Depois de ter os primeiros usuários, é hora de analisar a retenção deles. Se você tiver uma retenção de 100% (praticamente impossível), o problema de novos usuários se torna bem simples pelo motivo de que a cada usuário que você adquire, utilizará seu site por muito tempo ou pra sempre. Contando com um efeito de boca-a-boca e relacionados, a probabilidade de um site/app que conseguir retenção de 100% se tornar grande em pouco tempo é MUITO grande. Acontece que a realidade é que você pode ter retenção e conversão de 1, 2, 3, 10%, e aí adquirir um novo usuário DE FATO (active user) se torna a mesma coisa do que conseguir 100, 50, 33 ou 10 novos usuários no total.
  5. Aparecer na mídia é legal, mas pode atrapalhar. Entre o período de Abril de 2012 até Janeiro de 2013, foram publicadas, em média, 3 entrevistas por grandes jornais, portais de comunicação e etc sobre as startups que estava tocando e minha vida profissional. Boa parte dos meus contatos surgiram nessa época e alguns deles devido a essa grande exposição. Mas ao começar o Plaay, percebi que tinha gerado uma grande expectativa por diversas partes sobre o que eu estava anteriormente fazendo e decidi então que não perderia mais meu tempo com mídia. Isso além de poupar meu tempo, não inflaria o ego de nenhuma das pessoas envolvidas na empresa ou tiraria o único foco que tinhamos: fazer a empresa crescer. Fechei também meu blog pessoal pelas mesmas razões. Hoje, olhando pra trás, vejo que os resultados foram satisfatórios e pretendo continuar seguindo a mesma linha. Outro ponto que adotei durante esse período para manter a empresa ainda mais focada nos seus objetivos foi eliminar os nomes relacionados a ela para o público. A única pessoa na sociedade que ainda publica algo em nome da empresa é o João, por decisões estratégicas.

Poderia gastar um dia inteiro listando tudo que aprendi nesse último ano, mas prefiro deixar que vocês aprendam sozinhos mesmo!

Até a próxima, abs

Obs.: É, gastei um bom tempo fazendo esse post e não pretendo fazer o mesmo por algum tempo novamente hehe. Fiz isso pois estava testando a UX do Medium e achei bem bacana. Tive problemas com listar subitens numa lista apenas e não entendi direito como abrir a ferramenta de texto sem selecionar algo. De resto, da criação dessa conta, até a publicação do post, tudo pareceu bem natural e simples.