Xeque-Mate.
Jogo da vida.

Vem cá.

Nossa vida afetiva pode ser comparada a um jogo de tabuleiro. Aqui e ali, vai passando por todas as pecinhas descartáveis até chegar no seu objetivo final. E quantas peças você não derruba? Tem aquelas que ficam lá, intactas, imóveis. Talvez elas sejas derrubas um dia, em outro jogo de tabuleiro. O fato é que você precisa passar por todos os estágios até chegar ao xeque-mate.

Ai você vai pulando, peça por peça. Tem aquela peça feia, aquela machista, aquela boazinha demais, aquela do sexo inesquecível, aquela do melhor beijo da balada, aquela com quem teu namoro rendeu mais tempo do que você imaginava, aquela que tem vícios chatos… é muita pedra no caminho. Mas você continua firme e forte, continua a jogar.

E a paixão no primeiro olhar, é qual fase do jogo? Fogo de palha, quando você vê já está imaginando sua vida com aquela peça que tu nem chegou a ficar na mesma casa. Mas a cor é tão linda, que você até acha que combina com a sua. Pode se comparar com aquela jogada certeira do dado, que cai exatamente naquele número que você esperava. Porém o jogar do dado é só uma fase de um jogo inteiro e pode ser que no final não signifique nada, né? Uma felicidade repentina. Mas a peça tá ali, na casa da paixão. Aquela casa que te rasga o peito, que tu dorme e acorda pensado: “mas aquela cor… ela é tão parecida com a minha”. E ai tu tem que esperar pular de casa pra seguir em frente. Fecha o olho, respira fundo, joga o dado e… volte duas casas.

Sentimento não correspondido é como aquele ponto do jogo em que você precisa voltar algumas casas.

Tua autoestima nunca espera encontrar aquele olhar que não retorna. Você vai, até tenta, mas aquela mensagem nunca é respondida. Quem disse que isso não acontece com você, Maria? Calma, uma hora todo mundo precisa passar por cima dessa peça também. E aquela cor que parecia ser tão parecida com a sua, de repente vai ganhando tons opacos. Você queria tanto, mas não deu. Por que não? Talvez até iria dar. Talvez naquela noite em que ele ficou segurando a tua mão, iria dar. Mas logo você joga o dado novamente e a próxima casa sentiu falta daquele carinho. Por que? Não sei. Fica tentando entender, escuta Tove Lo bem alto e joga o dado de novo. Cai naquela casa que parece ser muito nova para tua velha peça. Quem nunca? Idade é problema? Claro que não, eles dizem. Mas pra você ainda soa tão errado — como se você tivesse pulado uma casa a mais propositalmente. A paixão passou? Não, ela está ali. Você passa de casa em casa, mas aquela ainda deixa o gosto doce na tua boca. Quem disse que paixão não tem gosto bom? Tem, e tem muito! E esse gosto te faz olhar diferente e você começa a jogar tudo errado. Precisa se recompor de novo, prestar atenção, jogo é assim mesmo.

Vai jogando… umas horas você derruba, outras é derrubado. Perder peças do jogo é como perder pedaços do coração, mas quando você chega lá no fim, vitorioso, é bom olhar para trás e pensar em quantas partes você já perdeu, mas mesmo assim está em pé, acreditando e saboreando aquela conquista. E é por esse motivo que devemos escolher cuidadosamente nossas jogadas. Não vai sair perdendo com esse jogo de amor, não. Cuidado, não vai abrindo loucamente jogos novos pra ver se em um você consegue ganhar. Como num jogo de xadrez, um xeque-mate sempre faz bem pro coração.

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