Empatia.

Namorar sempre foi umas das minhas coisas favoritas na vida! e olha que, dentre elas, eram poucas, no máximo beber um vinho escutando Bjork. Namorei por um período muito longo, e dentre esses cinco anos de relacionamento, teve de tudo! Brigas, amor, muito amor, sexo, compaixão, lágrimas, lágrimas de felicidade, conquistas, viagens, fotos, cervejas e muitas cervejas. Mas, com o passar de todo esse tempo, as coisas começaram a se desmontar como uma folha branca na água. As cervejas foram diminuindo, as fotos sendo apagadas do instagram, as lágrimas foram secando e como um pequeno trago de cigarro tudo se foi pelo ar. Certo dia nos encontramos no café, sorrimos meio de lado com aquela sensação de merda ( porra! mil vezes porra! com trezentos cafés na paulista, tinha que ser justamente nesse que ele estaria). Você se julga! não reconhece mais em você o que aprendeu com ele. Aquele era o café que tinha seu croissant favorito. Ele paga a conta. Tchau! você não esta mais comendo o seu salgado favorito, come uma empada ou um pão de queijo por exemplo. Com a boca cheia só balança a cabeça.

Em casa ele acende um baseado e se pergunta onde errou.

Em casa você coloca o seu vinil favorito pra tocar e se pergunta onde errou.

tempo não é destino. mas é resposta. resposta pra todas as o horas.

A gente deveria se colocar no lugar do outro alguma hora.

toda hora.

André Barros #meninoelefante

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