Como Sobreviver ao que Está Acontecendo com o Mundo

Micro Manual de Sobrevivência para as dores e delícias dos novos tempos


por André Camargo

Fiquei com vontade de compartilhar uma lista de percepções que venho cultivando faz um tempinho.

É sobre como o mundo está mudando, as ameaças e oportunidades à frente.

Acho que podem ser bem úteis para você e também para as pessoas de quem você gosta.

Dá uma olhada:

  1. Estamos atravessando coletivamente uma fase de profunda transformação. A última vez que algo dessa magnitude aconteceu na história da nossa espécie foi na transição da Idade Média para a Era Industrial. Todo o tecido social e os ciclos de produção e consumo estão se reorganizando. E desta vez a mudança é ainda mais abrangente e poderosa. (A eleição de Trump, por exemplo, em sintonia com a disseminação da cultura do ódio e a ascensão das pautas conservadoras mundo afora, do meu ponto de vista, são reflexo da Travessia de Limiar. As manifestações de raiva e intolerância são sintomas do Medo do desconhecido, da insegurança e da incerteza.)
  2. Estamos acostumados a ter a vida organizada por grandes instituições hierárquicas (como empresas, ONGs, escolas, igrejas, repartições públicas e também Estado, Família, Escola). Seu poder de concentrar recursos e disciplinar nossas vidas, porém, vai diminuindo em ritmo acelerado. Vamos precisar reaprender a nos organizar de dentro para fora.
  3. Em contrapartida, a rede mundial de computadores e o surgimento sucessivo de tecnologias disruptivas vem re-empoderando o cidadão comum, que passa a se organizar cada vez mais em redes colaborativas horizontais. Para ter uma ideia do que vem por aí, é só comparar nossa vida atual com o jeito que a gente vivia antes do Email, do Google, do Facebook, do Whatsapp. São mudanças profundas.
  4. O padrão dominante no campo do trabalho está mudando: devemos trabalhar cada vez menos em empregos tradicionais e cada vez mais por meio de projetos e parcerias pontuais. O mundo atual favorece estruturas ágeis e enxutas, que ofereçam resultados poderosos. E não diplomas, currículos e certificados.
  5. A propósito, prepare-se: com a crescente automação de tarefas que outrora só humanos conseguíamos desempenhar, estamos a um passo de uma crise sem precedentes de desemprego, superpopulação e tensão social. Um cenário desastroso que é praticamente consenso entre os especialistas. E mesmo para profissões ‘de primeira linha’, como direito e medicina, por exemplo.
  6. O campo do Empreendedorismo, do Coaching, das Consultorias, Mentorias e Freelas virou modinha; mas há algo além. Estou apostando que, em um cenário de extremo desemprego, desenvolver as habilidades e competências para empreender-se (como sensibilidade a oportunidades, iniciativa e acabativa, capacidade de se organizar, saber se vender, tolerância a frustrações, adaptabilidade, liderança, autonomia etc.) vai se tornar questão de sobrevivência.
  7. As escolas e universidades funcionam para formar empregados. Escolas e universidades são e continuarão sendo incapazes de formar pessoas empreendedoras. A visão de mundo, as habilidades e o jeito de viver de um empregado são completamente diferentes da visão, da ação e da maneira de viver de um empreendedor. Escolas e universidades continuam a preparar as pessoas para viver no século 19; como o mundo mudou demais, estão se revelando cada vez menos capazes de ajudar as pessoas a desenvolver as habilidades necessárias para sobreviver no cenário atual.
  8. Na verdade, não é possível ensinar empreendedorismo. O que podemos fazer, de fora, é oferecer oportunidades, condições favoráveis e apoio contínuo para a pessoa empreender. Aí a pessoa empreendedora vai se formando na prática: experimentando, colhendo resultados e refinando o processo. Mas o empreendedorismo envolve, inclusive, assumir as rédeas da própria formação.
  9. Quem compreender a necessidade de se capacitar para a transição, conseguir se antecipar e enxergar antes as oportunidades do mundo nascente colherá os doces frutos do pioneirismo. No mínimo, será capaz de identificar caminhos mais promissores, evitar armadilhas evidentes, fazer investimentos mais certeiros, ajudar os outros a se adaptar — e cobrar bem por isso.
  10. O caminho à frente é a um tempo empolgante e assustador. A vida se torna cada vez menos previsível e cada vez mais surpreendente. É provável que a gente tenha que aprender a nos reinventar a cada passo, sem parar de caminhar. Criar nosso próprio trabalho (ao invés de ocupar vagas de emprego pré-definidas) e desenhar a nossa vida (ao invés de seguir modelos prontos).
  11. Quem continuar insistindo no mesmo jeito de viver, vai provavelmente perder o bonde da História. Na minha opinião, se você se der conta tarde demais, pode ser bem difícil correr atrás. É provável que, ao invés dos doces frutos do pioneirismo, você colha os frutos amargos da letargia.
  12. Se você está em um emprego estável, que paga suas contas, não se deixe levar pela ilusão de segurança; saiba que você também está por um fio. Essa é a melhor hora, enquanto empregado(a), para você começar a investir em um plano B. Um boa opção de plano B são projetos paralelos que poderão se tornar, futuramente, sua fonte de renda principal. De todo modo, evite depender de apenas uma fonte de renda (como o salário). Crie diferentes ativos, assim você não fica totalmente dependente de oscilações que estão fora do seu controle (como crises econômicas, guerras, doenças, falências, mudança de comando da empresa). Faça um planejamento financeiro e também um plano de ação para apoiar sua transição do modelo de emprego assalariado para o modelo Você, S.A. E se não souber muito bem como fazer isso por conta própria, recomendo que contrate um profissional — como um coach — para ajudar.

Vou te contar como eu estou me preparando para a transição, ok? Assim você fica com um exemplo para ajudar a visualizar do que estou falando.

Estou apostando em fortalecer minhas habilidades criativas e de empreendedorismo (coisas que não podem ser substituídas por máquinas, pelo menos no médio prazo). E no poder extraordinário de ganhar escala e tocar outros seres humanos que a internet proporciona.

Na prática:

  • Estou investigando meu Propósito e Expandindo a Consciência
  • Me mantendo antenado com as mudanças mais estruturais
  • Criando Presença Online e me familiarizando com as ferramentas digitais de criação e automação de processos
  • Cultivando uma Comunidade de pessoas interessadas no que tenho a oferecer
  • Buscando fazer a diferença na vida dessas pessoas
  • Oferecendo Valor de forma aberta e gratuita
  • Oferecendo produtos e serviços potentes e relevantes, pelos quais as pessoas fiquem felizes de pagar
  • Buscando formas de gerar renda passiva recorrente, que apoie o estilo de vida que faz sentido para mim e para minha família (mesmo quando eu estiver de férias ou dormindo)

Até porque, por mais que tudo mude, continuamos humanos. E precisamos de outros humanos para sobreviver e prosperar. Que nos ajudem a encontrar o caminho e compartilhem com a gente as dores e as delícias de viver.


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p.s. Caso você esteja considerando obter ajuda personalizada para lidar com estas questões e definir um planejamento detalhado para a transição, pode ser interessante fazer uma primeira entrevista gratuita e descobrir se faz sentido iniciar um processo de coaching neste momento.

Escreva para mim: andre[arroba]andrecamargo[ponto]com

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