Formas e intenções: Conceitos transcodificados em cenas

A imagem enquanto enunciado

Como consumidores de imagem, devemos e temos como necessário entender a mensagem que ela nos quer passar e de que forma ela se comunica em uma jogada de elementos, sentimentos e ideologias explícitas e implícitas em sua atmosfera. Martine Joly, em sua obra “Introdução a análise da imagem” propõe que a imagem, “embora nem sempre remeta ao visível, toma alguns traços emprestados do visual e, de qualquer modo, depende da produção de um sujeito: imaginária ou concreta, a imagem passa por alguém que a produz ou reconhece. ” (MARTINE, Joly). Assim a imagem é resultado dos sentimentos e intenções do seu criador. Por exemplo, na fotografia e na pintura.

Lendo imagens: A imagem como violência

Alberto Manguel em sua obra “ Lendo imagens” traz uma análise de até que ponto o artista tem consciência da imagem que produz e na forma como ela é construída. Para isso ele vai trazer o exemplo do pintor espanhol Pablo Picasso, analisando tanto a forma estética quanto o contexto em que duas de suas famosas obras foram pintadas. Trazendo a violência em seu processo de criação.

Mulher que chora (1937)

A obra “Mulher que chora” de 1937, traz a representação desconfigurada, angustiante e triste de Dora Maar, que era amante do pintor. Manguel, destaca o ato de violência que Picasso cometia a sua “musa inspiradora”, para que seus desejos artísticos fossem alcançados. É perceptível a violência das cores contrastantes, das formas, dos cortes viscerais que revelam um caráter misógino em Pablo. Que nos remete a não importância que ele dava a seus modelos.

Guernica (1937)

Em “Guernica”, também do mesmo ano. O pintor traz a representação da violência ocorrida durante a Guerra Civil Espanhola (1936–19390), destacando o ataque aéreo que ocorreu a cidade de Guernica e causou muita destruição e caos. Suas formas, expressões e tons, denunciam toda barbárie do momento.

Gestalt: Um olhar objetivo

Como já vimos, a imagem é totalmente dotada de intenções e significações que são explicitas e muitas vezes implícitas a nossa visão. A teoria Gestalt, surge na psicologia afirmando que todo estimulo é percebido primeiro em sua forma mais simples, que seria o conjunto. O todo.

Nosso cérebro cada vez mais tenta interpretar e dar sentido o mais rápido possível ao que está ao nosso redor. Dessa forma ele tende a agrupar os semelhantes e colocar em ordem o caos de estímulos à nossa volta. E é ai que entra a Gestalt com seus 6 princípios fundamentais, que são principalmente usados na publicidade, sem anular a forte utilização no fotojornalismo e em pinturas. São eles: similaridade, continuidade, fechamento, proximidade, figura e simetria.

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