O terceiro Travesseiro

Algumas pessoas não tem dúvidas sobre o amor que sentem, e nem sobre o desejo de manter o relacionamento por toda vida.

Mas em alguns casos há um desejo pulsante por mais.

Como ser fiel, monogâmico e feliz?

Um relacionamento aberto funciona?

Esse é um pergunta frequente para muitas pessoas e alguns casais.

De uma forma simples entendemos monogamia como a exclusividade sexual entre duas pessoas. Mas a prática é muito mais difícil.

Nessa linha muitos terapeutas sugerem que inicialmente o relacionamento seja monogâmico consensual.

A exclusividade sexual aprofunda laços de amor, confiança e intimidade.

Mas após algum tempo outras fases ou experiências podem, ou não, acontecer.

Dependendo da maturidade dos envolvidos sobre os seus mecanismos internos de desejo, o formato desse relacionamento pode, ou não, ser alterado.

O conflito começa quando se quer a exclusividade sexual dos relacionamentos estáveis e ao mesmo se tem o desejo por outros.

Esse desejo por outros brota de forma aleatória e espontânea, e é o principal responsável por grande parte dos rompimentos de casais.

Mas a ideia de compartilhar alguém que se ama com outra pessoa não cabe na cabeça da maioria.

David Partridge (J), Tom Hackney (Harris) e Michael Rouse (George) na turnê do Reino Unido em 2015 de Three Men In A Boat.

Significaria abrir mão da expectativa, ainda que ilusória, de ter controle sobre seu objeto amoroso.

Compreender e aceitar que não se é dono do outro pode ser o início de uma transformação criativa nos modelos tradicionais de relacionamentos que podem ser verdadeiras prisões.

De uma certa forma nos também idealizamos o relacionamento aberto como o único que pode proporcionar uma vida do mais feliz, alegre e o despudorado prazer.

Mas isso parece requerer um tipo de maturidade que não é desse mundo.

Na verdade um relacionamento aberto é cercado de muita confusão e definições que tentam abraçar uma quantidade estrelar de possibilidades.

Parece que algumas pessoas confundem relacionamento aberto com bromance, e vira apenas uma caçada em dupla por sexo fácil.

Outros confundem liberdade com falta de controle do desejo.

Também se confunde ego ferido com amor e relacionamento, fazendo sexo com outros para não ficar para trás, tipo trair x trair.

Confunde-se relações baseadas na escassez com amor, onde se tem casos com muitas pessoas que servem como estepe para nunca ficar sozinho.

Confunde-se segurança com dividir para não perder

Confunde-se sexo com capacidade sexual e poder.

Uma confusão sem fim… Mas algumas situações como essas são muitas vezes toleradas em função de interesses de várias ordens.

Daí que muitas pessoas preferem um relacionamento fechado, ou monogâmico, porquê dá menos trabalho e diminui a instabilidade emocional, ao menos aparente, da possível perda do amor.

Um relacionamento pode trazer a tona diversas situações, positivas ou não, de cada um de nós.

Acredite, não importa o nome ou a forma que você escolhe, ou não escolhe, para viver um relacionamento.

O que importa é a consciência de quem se é e do que está se fazendo. Quando se tem consciência do amor, por si e pelo outro, se pode fazer o que quiser.

O essencial é que ninguém pode se sentir não amado, rejeitado, ou até mesmo ameaçado em uma relação, seja ela qual for.

Um relacionamento precisa ter a forma, ou uma fórmula, de tornar você uma pessoa melhor.

Qual a sua opinião sobre relacionamentos abertos?