A geração dublada

Dias atrás um amigo foi fazer uma entrevista para um cargo muito bem remunerado em uma multinacional. A entrevista, como era de se esperar, foi totalmente em inglês.

O cara fez cursos, foi passar um mês no Canadá para treinar seu inglês e sempre que podíamos, quando éramos mais jovens, alugávamos filmes, pedíamos uma pizza e assistíamos sempre na versão em inglês, com legendas em português.

E o que isso nos trouxe? OPORTUNIDADES!

Ao se concentrar um pouco no áudio e legendas, você consegue mais ou menos entender determinadas palavras, expressões e outras “tiradas” que, quando traduzidas, não nos fazem muito sentido; mas ao analisar o contexto, a gente se pega rindo e se diferenciando da grande massa que te olha com aquela cara de espanto e até certo “nojinho” … “O que esse besta tá rindo”?

Vejo hoje em dia muitos jovens que vão e ao cinema, ditando às salas que querem assistir sim filmes estrangeiros, mas que sejam DUBLADOS! Eu não considero isso uma “dificuldade” das pessoas.

Considero mesmo é como VAGABUNDAGEM. Preguiça de aprender (Deus do céu), de se esforçar um pouco para ler e acompanhar o diálogo, e quem sabe, obter uma melhor condição em sua vida.

“Ah, mas é complicado prestar atenção no filme e ler as legendas ao mesmo tempo” … Fio, se você não tem intelecto para uma tarefa tão simples, castre-se e não espalhe esse tipo de gene para as futuras gerações.

Creio que essa gente se esquece que o inglês é hoje tido (e sempre foi) como um idioma universal; que a maior parte dos conteúdos que você consome é na língua inglesa e que vários artistas às vezes até te ofendem, mas no limiar de sua preguiça intelectual, compactua e acha até engraçado!

Programas de computadores, para atividades específicas, normalmente estão em inglês.

A VIDA PEDE O CONHECIMENTO DA LÍNGUA INGLESA

E então, você é chamado para fazer uma entrevista de emprego, igual meu amigo lá em cima do texto, e você diz o que para seu entrevistador?

“A entrevista não é dublada”?

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