Porto Alegre e o mobiliário urbano

No dia em que completou 60 anos, a Associação Riograndense de Propaganda (ARP) promoveu um excelente debate sobre mobiliário urbano. Fiquei muito feliz por poder participar do painel “Licitação do mobiliário urbano em Porto Alegre: o que falta para uma cidade mais limpa e moderna?”.

Essa é uma discussão superimportante especialmente para unir esforços entre o poder público e a iniciativa privada. Todos queremos viver em uma cidade com mobiliário padronizado e qualificado. Acredito que boas parcerias podem nos permitir ter isso em Porto Alegre.

A poluição visual não é algo subjetivo. Podemos até não perceber o quanto ela interfere em nosso dia a dia. Mas os impactos causam danos à nossa saúde, geram estresse, problemas com o trânsito, além de ocasionar a degradação do espaço público, que acaba por retirar as características do meio. A desordem na percepção dos espaços é algo grave.

Por isso, no período em que estive à frente do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), tivemos o cuidado de respeitar o padrão dos equipamentos já existentes. Fizemos isso em todas as nossas ações, especialmente quando duplicamos o número de contêineres da coleta automatizada (hoje são 2400, em 19 bairros) e na aquisição de 5 mil lixeiras. Também padronizamos as placas que indicam a proibição de colocar lixo em áreas públicas.

Pensar em soluções que contemplem a população é o mais importante. Quando tratamos de mobiliário urbano, precisamos ter a consciência de que estamos explorando um bem de todos. Portanto, nossos esforços devem ter como princípio colaborar com a preservação dos locais.

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