O descontrole financeiro está destruindo sua saúde mental

Pensamentos sobre ganhar dinheiro, juntar dinheiro e gastar dinheiro ocupam uma parte substancial de nossas vidas. Obviamente, a maioria das pessoas gostaria de ter mais dinheiro.

Afinal, ter dinheiro suficiente nos permite desfrutar de mais lazer, realizar sonhos, sustentar nossa família e planejar o futuro. Não ter dinheiro suficiente restringe nossas escolhas e nossa capacidade de desfrutar de mais qualidade de vida.

Não é novidade que o dinheiro está intimamente ligado à nossa vida. A sua presença ou a falta dele tem profundas repercussões físicas, mentais e emocionais em cada um de nós. Estar endividado pode levar a uma pressão psicológica capaz de desencadear medo, sentimentos de inadequação e outras emoções em diferentes áreas da vida. Especialmente quando as dívidas são percebidas como incontroláveis ou esmagadoras.

Os efeitos emocionais podem ser mais prejudiciais para a nossa autoestima do que qualquer montante de dinheiro que se deve. Podemos pagar a dívida e seguir em frente, mas muitas vezes os efeitos emocionais levam mais tempo para serem curados.

Infelizmente, isso acontece porque essas pessoas vivem um total descontrole financeiro. Quando percebem, estão afogadas em dívidas e embarcadas em uma montanha-russa emocional que parece não ter fim.

Efeitos emocionais relacionados a problemas financeiros

1. Estresse

Um estudo realizado em 2014 pela Associação Americana de Psicologia concluiu que as principais causas do estresse nos americanos eram dinheiro e pressão no trabalho.

A sensação de estar “no vermelho” pode desencadear sentimentos intensos de escassez. Esses sentimentos podem ser incrivelmente estressantes — especialmente quando não há nenhuma possibilidade de melhora no curto prazo.

Além disso, o estresse tem um efeito imediato sobre nosso corpo afetando pensamentos, sentimentos e comportamentos que podem nos levar a sérios problemas de saúde como: hipertensão arterial, doenças do coração, obesidade, diabetes e até ataque cardíaco.

2. Medo e Ansiedade

Sentimentos de ansiedade podem surgir acompanhados de preocupação constante sobre o dinheiro, desesperança e distúrbios do sono.

Com o passar do tempo, a ansiedade cria vários temores. Surge o medo de perder o emprego ou ser despejado; medo do que vai acontecer em seguida; medo de nunca mais sair da dívida e até medo de como isso afetará seu relacionamento. A pessoa deita na cama à noite e se preocupa com tudo.

3. Arrependimento

A dívida tende a se tornar um peso em nossa mente durante o tempo que estamos comprometidos a pagá-la. Quando falta dinheiro, a dívida formada passa a ser vista como um erro e sentimentos de arrependimento começam a aparecer.

Se arrepender pode fazer você questionar sua capacidade de tomar boas decisões ou fazer você se esquivar de decisões importantes por conta do medo de “errar” novamente. Como consequência, seu grau de auto-confiança e auto-estima caem absurdamente.

4. Depressão

Quando os sentimentos negativos se acumulam durante um longo período de tempo e as dívidas martelam na cabeça, entrar em depressão profunda se torna um perigo real.

A depressão é um estado de desespero com a sensação de que as coisas não tem como melhorar. Uma pessoa deprimida pode retirar-se do mundo, ficar na cama o dia todo ou chorar incontrolavelmente. Também aumentam as chances de ela recorrer ao álcool ou às drogas como “válvula de escape” para entorpecer a dor do fracasso.

O desespero por causa das dívidas tem sido a causa de muitos suicídios ao longo da história, especialmente em tempos de crises econômicas.

Qualquer das respostas emocionais mencionadas acima podem ser graves o suficiente para exigir intervenção médica ou psicológica. Além de aprender a controlar as finanças e negociar suas dívidas, é importante consultar um profissional sobre quaisquer problemas físicos ou psicológicos que venham a se desenvolver.

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