Será que a crise é o motivo para os seus problemas financeiros?

O país está passando por uma séria crise financeira — isso é um fato e suas consequências podem ser percebidas de diversas maneiras, especialmente na alta de preços generalizada. É claro que, com os preços mais caros, a tendência é cair mesmo o padrão de quem vive no limite. Mas você já parou para analisar se o momento ruim do país é o único responsável pelo abalo nas suas finanças?

Para te ajudar a descobrir a resposta para essa pergunta, criamos este post com algumas informações relacionadas à crise financeira e como ela pode afetar as suas finanças. Confira!

Seu (des)interesse pelas finanças compromete a sua vida

Vamos lá: qual é o seu nível de interesse em entender o que realmente acontece com o seu dinheiro? Já tentou entender a trajetória que ele percorre desde a hora em que cai na conta corrente até o momento em que, como em um passe de mágica, parece “sumir”?

Bem, se as suas respostas às questões foram “pouco” e “não”, provavelmente você é um dos muitos desinteressados em finanças que vivem culpando a crise por seus problemas financeiros.

Isso tem que mudar o quanto antes: é preciso reconhecer logo a importância de entender a fundo as próprias finanças, e de aprender como gerenciá-las, a fim de definir os melhores rumos para a sua vida — e para o seu dinheiro.

Círculo vicioso: você tem que sair dele

Quando o dinheiro acaba, o mês continua e você se endivida para fazer frente às despesas. Isso significa uma coisa: que a sua saúde financeira está indo mal. Nesse caso, o mais aconselhável é fazer todo o possível para sair do círculo vicioso com urgência. E, para tal, vale providenciar cortes e adotar novos hábitos de consumo.

A importância de rever hábitos de consumo

Não planejar as compras, sair para fazê-las sem saber ao certo o que levar para casa, deixar o impulso pelo consumo dominar suas ações. Se essas condutas fazem parte do seu cotidiano, está mais do que na hora de revê-las. Para tal, será preciso substituir os velhos costumes por hábitos novos, mais saudáveis do ponto de vista financeiro.

O que mudar?

Para começar, procure mudar sua forma de ver a si mesmo e o mundo ao redor. Faça uma profunda reflexão sobre o que tem te levado a gastar mais do que pode, e tente entender por que isso acontece. Há muitas explicações possíveis; descubra a que te move: essa descoberta te deixará mais forte para quebrar o padrão que vem te derrubando.

Como mudar?

Descoberto o gatilho que te leva a consumir errado — e a se endividar — , desarme-o. Isso demandará cuidados diários. Dentre eles:

  • Sair às compras com uma lista na mão, que deve conter somente o que for realmente necessário.
  • Renovar diariamente o propósito de seguir rumo a um futuro mais seguro.
  • Abrir mão dos pequenos gastos supérfluos, como lanches fora de casa, presentinhos sem data certa para os familiares ou para si mesmo e outras despesas que, somadas, pesam bastante no orçamento.
  • Controlar o impulso de comprar o que não estiver planejado.

Esses costumes devem dar lugar a outros, mais positivos. Conseguir realizar essa troca e mudar o antigo jeito de fazer compras é fundamental no sentido de reconstruir as finanças — e não incorrer mais nos velhos erros.

Como controlar o desejo de comprar?

Aqui entra a importância de conseguir diferenciar necessidade e desejo. Necessário é tudo aquilo que não dá para ficar sem: comida em casa, a manutenção do lar, transporte, educação. Já as coisas que desejamos são as mais diversas, e podem dar a impressão de serem necessárias, mas se você pensar bem, verá que é possível viver sem elas.

Praticar o exercício de diferenciar cada item na hora de decidir por sua compra é uma maneira bastante eficiente de controlar o desejo de comprar.

Há mais um exercício ótimo para ajudar a manter controle sobre a vontade de comprar: imagine o prazer de levar para casa o produto que tem em vista. Logo em seguida, afaste-se e pense na tranquilidade de estar com o saldo bancário positivo, sem perder noites a fio pensando em como saldar os compromissos.

Se depois disso você ainda estiver querendo comprar o artigo que despertou seu desejo, adie a compra. Estabeleça um prazo mínimo de 24 horas para anteceder qualquer compra fora do orçamento. Dessa forma, você vai aumentando seu controle sobre o impulso de comprar e o equilíbrio das suas finanças.

Como fugir das tentações

Uma ilusão comum é achar que comprar no cartão de crédito é vantajoso. Em primeiro lugar, o crédito à mão representa uma porta aberta para o consumismo. É mais fácil sair do orçamento ao levar o cartão ao supermercado, por exemplo, já que lá no fundo, uma voz diz: “compre agora, depois você dará um jeito de pagar”.

Essa voz muito otimista — que na verdade é o seu desejo exigindo satisfação — , é uma péssima conselheira. E ela fala em ambientes de consumo, sempre reforçada pelos mais caprichados apelos publicitários. Então, assim cercado, fica quase impossível manter os esforços.

Para evitar tudo isso, basta uma só ação: deixar o cartão de crédito em casa. Se possível, leve dinheiro em espécie quando for às compras: o ato de pagar com notas dá a exata dimensão do que se está gastando, inibindo gastos mais altos. Além disso, quando se sai com certa quantia, é impossível extrapolar nas despesas, o que é bom para quem está em busca de se estabilizar para crescer.

Como gerenciar bem o dinheiro

Controlar suas finanças passa pelo entendimento de assuntos como: o que são despesas fixas e variáveis, como identificar gastos supérfluos, e muitos outros conceitos que, aprendidos, farão toda a diferença na sua vida e nas suas finanças.

Para saber mais sobre esses assuntos e chegar a uma positiva reviravolta no andamento da sua vida financeira, conheça o Sucesso Financeiro na Prática, um método fácil e eficiente desenvolvido com a finalidade de te auxiliar na tarefa de fazer bom uso do seu dinheiro.

Com ele, você terá acesso a maneiras eficazes de utilizar e cuidar dos seus recursos, o que, na prática, representa um caminho certo para formar uma reserva financeira e nunca mais entrar em apertos. E veja: independentemente do quanto você ganha por mês, e mesmo na crise financeira que o país está vivenciando, é possível ter dinheiro no bolso.