vinte e cinco do doze

O Natal lá em casa todo ano é a mesma coisa.

Decoração que vai de 6 a 6, presentes na última semana assim que o shopping abre na segunda de manhã, jantares na véspera, sobremesa farta de embrulhos rasgados. E a cada laço desfeito, o maior deles vai ganhando mais força.

Confesso que quando criança não percebia tanto isso, provavelmente por causa da anestesia provocada pelos tênis novos que piscam ou pelo Lava Jato do HotWheels. Mas depois de um tempo, quando se passa a receber as excelentes meias e os vales presentes fantásticos, fica fácil entender o grande ganho disso tudo.

E hoje, de longe, ainda mais.

Nessa data carregada de espiritualidade, engana-se totalmente quem enxerga banalidade nessa rotina natalina. Vejo essa sequência de fatos que se repetem religiosamente e aproveito pra expressar a minha fé particular de onde vem a maior, melhor e mais pura energia boa que já se viu. É em cada cadeira ao redor daquela mesa recheada de risadas e de promessas de que “ano que vem eu acerto o tempero do peru” ou “no próximo eu coloco mais batata palha no salpicão”. É ali que o Natal ganha sentido pra mim.

E nesse dia 24 diferente, garanto que a energia continuará a mesma, fazendo a ponte aérea Bsb — Praga. Afinal, minha casa é meu templo, e onde quer que eu esteja, todos vão estar comigo.

Ps: querem me dar presente? Espaço no freezer pra congelar o jantar até março!

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