Por que a série da Supergirl é importante

A tão aguardada série da Supergirl estreou nesta segunda-feira (26) nos EUA, pela rede de TV CBS. Interpretada por Melissa Benoist (Glee e Whiplash), a prima do Superman – maior herói dos quadrinhos de todos os tempos – viverá problemas com temática jovem, além de combater o crime e proteger a população de ameaças alienígenas na nova produção baseada na personagem da DC Comics.

Apesar do status de ser uma das principais estreias desta temporada, a série já foi recebida com muitas críticas. Isso porque o piloto – que vazou (?) já no início do ano – não agradou muito os fãs das HQs, que “acusaram” a série de ser muito teen, para “menininha”. Só que esse pessoal esquece qual é o público-alvo da produção: justamente garotas jovens.

Supergirl vem pra suprir uma necessidade de um considerável público espectador: ser uma série com uma super-heroína como protagonista. E não é qualquer heroína, mas sim uma que carrega no peito um símbolo que é reconhecido nos quatro cantos do mundo. O roteiro pode não ser tudo aquilo que o ávido consumidor de seriados quer, mas ele vem pra conversar com esse nicho que quer ver (mais) uma personagem feminina forte na TV.

Por isso Supergirl é importante. Pela representatividade. Nos últimos anos, a indústria do entretenimento (uma das mais machistas de todas, já que é formada praticamente só por homens) tem percebido que é necessário oferecer mais produtos para as garotas amantes da cultura pop, pois a demanda cresceu muito. Sim, é tudo questão de mercado, mas ao mesmo tempo o impacto social causado tem seu valor.

Numa época em que filmes como Vingadores faz um enorme sucesso, é de extrema valia que tenhamos mais destaque para as heroínas. Nas HQs isso tem acontecido também. Até pouco tempo, a Marvel – uma das maiores editoras do mundo – tinha pouquíssimas revistas com personagens femininas no título. Hoje o número aumentou consideravelmente. Isso sem falar em personagens tradicionalmente masculinos que “mudaram de sexo”, como Thor e Wolverine.

Deixando tudo claro: Supergirl pode não ser pra você, mas certamente será para aquela sua irmã que não via graça nas HQs que você lia. Ou para aquela sua amiga que viu um filme da Marvel e se encantou por tudo aquilo, mas sentiu falta de mais personagens femininas. Pode até ser para sua mãe, que viu o seriado da década de 1980 e quer ver essa nova versão. Ou seja: Supergirl pode não ser pra você, mas é para todos e, principalmente, todas.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.