Palavra

Ás vezes acho que a palavra é uma massinha de modelar que podemos transformar em uma infinidade de coisas.
Ás vezes acho não: tenho certeza, sempre.

Ontem estive pela Vila, almocei com um amigo, fui ao banco, paguei almoço para um desconhecido, visitei o porteiro do meu antigo e eterno apartamento, visitei outro amigo também ali do bairro, depois fui ao escritório de São Paulo da escola que irei estudar, lá em Dublin, tirar algumas dúvidas, e prosear uns 40 minutos a mais do que esperava.

Fechei a noite cedendo uns 35 minutos a um homem desconhecido, que se dizia poeta, e procura por um editor, que me recitou 5 poemas.
Não os julguei tão bons, mas era poesia.

Todos esses episódios da segunda-feira não foram feitos só de palavras.
Delas surgiram abraços, risadas, gratidão, saudade sanada, partilha de experiências, disposição para ouvir e muito mais.
Tudo isso porque duas pessoas, em algum momento, decidiram dar, uma à outra, uma palavra.

Como é bonito existir.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.