COMO PREVER O FUTURO DO JORNALISMO

Que o futuro dos profissionais de jornalismo está intrinsecamente ligado às novas tecnologias não é mais novidade. A pergunta é: como esse trabalho poderá ser desenvolvido com qualidade em um meio onde, atualmente, todos podem ser criadores de conteúdo?

É preciso lembrar que todas profissões tiveram mudanças com o advento da tecnologia. Principalmente com a chegada das mídias sociais. As agências de marketing e publicidade, por exemplo, tiveram que se adaptar a esses novos meios, onde está concentrado o público.

Algo curioso é que, mesmo as pessoas conectadas e confiando em muitas informações divulgadas em meios informais, como o Facebook e o Twitter, elas ainda dão mais credibilidade aos antigos meios de comunicação. De acordo com uma pesquisa realizada recentemente pela Secretaria de Comunicação Social (Secom): “Os jornais impressos do Brasil apresentam as informações com maior nível de confiança, quando comparados a outros meios de comunicação, como TV e internet.”

O trabalho do jornalista não irá acabar; afinal as pessoas precisam de informação para sobreviver, mas com certeza ele irá se transformar. Pode-se dar como exemplo a parceria que o jornal americano The New York Times está fazendo com o Facebook para que suas matérias sejam publicadas diretamente na rede social, como uma forma de garantir mais visibilidade dos internautas.

O futuro dessa profissão ainda está sendo descoberto. Há muito que pensar, planejar e, principalmente, testar. É difícil compreender, por exemplo, o motivo de as pessoas, mesmo confiando mais na informação publicada pelos jornais impressos, deixarem cada vez mais de comprar um em uma banca de jornal. Por que isso acontece? Por que as notícias com mais “cliques” nos portais são aquelas que falam sobre entretenimento e a vida dos famosos? O jornalismo deve oferecer o que as pessoas precisam saber ou o que elas querem saber?

São centenas de perguntas que poucas pessoas conseguem responder. Vejo que o futuro está sim nas redes, mas a forma como ele será construído ainda é abstrato. Não alcançamos o modelo ideal (não estamos nem perto)… Acredito que essa pergunta só será definitivamente respondida daqui há alguns anos, quando a questão das tecnologias e informação estiver mais madura e compreensível na mente de todos, tanto dos profissionais quanto do próprio público.

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