“Os lugares onde foste feliz, tornaram-se inabitáveis” uma breve reflexão sobre o direito de ir embora ou ficar por convicção.

O mundo é movido por uma única coisa, essa força motriz chama-se convicção, é a convicção que te faz levantar cedo a cada puto dia, pois tem fé ou simplesmente acredita que só assim pode transformar sua volta. A convicção também une as pessoas, ela faz você suportar os defeitos, erros e descuidos de outra pessoa, pois sabe que juntos podem encontrar o caminho para a felicidade.
A partir do momento que se perde a convicção, abre-se imediatamente a oportunidade fazer uso de um direito que é divino e apesar de não constar na declaração universal dos direitos humanos ou em qualquer outro tratado, ele é inviolável e devidamente aplicável; este é o direito de ir embora, seguir em frente. Se não há motivos, pra que ficar? Já dizia o poeta que o caminho só existe quando você passa.
Mas e o que ficou? Bem, já dizia Cesare Pavese: “OS LUGARES ONDE FOSTE FELIZ, TORNARAM-SE INABITAVEIS”. Significa que felicidade jamais poderá ser repetida, cada sentimento, cada felicidade é diferente da outra, sendo mais especifico ainda, os momentos são únicos!
Mas digamos que talvez a convicção tenha escapado momentaneamente e você no exercício do seu direito (divino) de ir embora a tal convicção como em um passe de mágica tenha voltado. Nesse caso a única certeza é que nada será como antes, porém você pode (e deve) habitar novamente esses lugares que antes lhe trouxeram felicidade criando novas felicidades também únicas. Pois felicidade não é regra, é tudo uma questão de convicção.
One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.