Não é uma simples substiuição. A graça da economia compartilhada é o melhor aproveitamento — espontâneo e voluntário — dos recursos que uma sociedade tem.

Ao invés de você ter que arcar com todos os custos que envolvem ter um carro para ir de manhã para o trabalho e deixar ele estacionado o dia todo, a tecnologia tem permitido coisas incríveis: você pode deixar ele lá estacionado e disponível para que alguém alugue ele por algumas horas; você pode vendê-lo e usar os uber’s da vida para se locomover.

Especialmente nesse sentido, o Uber está sim tirando milhares de carros das ruas a partir do momento em que sua frota otimiza o uso dos carros já existentes, e transporta várias pessoas em um dia. Sem o Uber, essas pessoas estariam utilizando seus carros. Essa potência da economia compartilhada é ainda mais explorada quando viagens compartilhadas são feitas.

O mais bacana dessa fertilidade da mobilidade urbana para experiências inovadoras é que se trata de um campo ainda aberto a novas experiências. Algumas delas poderiam partir inclusive da Prefeitura, por exemplo com a ampliação das faixas exclusivas para carros com mais de um ocupante.